sábado, 21 de julho de 2007

corredor literário



Livros por toda a avenida - Diário do Comércio - 29/09/2006

Na próxima semana quem passar pela avenida mais famosa de São Paulo terá uma agradável surpresa. A partir de segunda-feira, dia 2, começa o 2º Corredor Literário na Paulista que traz uma intensa e gratuita programação cultural. Com o objetivo de promover e disseminar o prazer pela leitura, o evento terá mais de 150 atividades em diversos locais espalhados pela Avenida Paulista.

Palestras, contação de histórias, oficinas de literatura e saraus são alguns dos programas feitos tanto para quem está chegando de mansinho ao universo das letras quanto para os amantes dos livros. Para ninguém ficar perdido ao longo da avenida, letras-escultura sinalizarão os locais das atividades.

E se a intenção é aumentar a biblioteca, o lugar ideal é o edifício da Fiesp (nº 1313) que terá livros de cerca de 60 editoras a preços promocionais, incluindo lançamentos. Em alguns lugares, o público poderá levar para casa novidades autografadas por seus criadores. O jornalista Zeca Camargo, por exemplo, estará no Sesc Avenida Paulista (nº 119) lançando o livro De A-ha a U2 - Os bastidores das entrevistas do mundo da música. O bate-papo com o autor e a sessão de autógrafos acontecerá no dia 4, às 20h.

O provocador Antônio Abujamra será o convidado do dia seguinte (5). Ele fará uma leitura dramática de seleção de prosa e poesia sobre a cidade de São Paulo e o cidadão paulistano, a partir da coletânea São Paulo em preto e branco pelo olhar de seus escritores.

A escritora Clarice Lispector será tema de um debate na Fnac da Paulista (nº 901) com a presença das escritoras Aparecida Maria Nunes, autora do livro Clarice Lispector Jornalista e Nadia Batella Gotlib, autora de Clarice – uma vida que se conta. Almir de Freitas, editor de literatura da revista Bravo!, será o mediador do debate que começará às 19 horas do dia 4.

O público mirim também tem espaço garantido no Corredor. A Caixa Cultural, Galeria Paulista (nº 2.083), terá no dia 6, a partir das 14h, a sessão de narração de histórias com o grupo Os Tapetes Contadores de Histórias, indicada para crianças a partir de três anos.

Casa das Rosas, Conjunto Nacional, Masp, Instituto Cervantes e o Itaú Cultural também estão incluídos no evento. Para conhecer a programação completa do 2º Corredor Literário na Paulista acesse o site http://www.corredorliterario.com.br/.

2º Corredor Literário na Paulista. De 02 a 08 de outubro. Ingresso: grátis.




postado por paulo alexandre cordeiro de vasconcelos as 09:31:32 2 comentários




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ganhadores do jabuti



Ruy Castro e Milton Hatoum levam Jabuti - Folha de S.Paulo - 14/09/2006

Uma Sala São Paulo praticamente lotada recebeu ontem a cerimônia de premiação dos vencedores da 48ª edição do Prêmio Jabuti. A novidade da noite foi a divulgação dos livros do ano, os grandes vencedores da premiação nas categorias ficção e não-ficção.

Na primeira categoria, foi escolhido "Cinzas do Norte", do amazonense Milton Hatoum. O vencedor de não-ficção foi "Carmen - Uma Biografia", do carioca Ruy Castro (ambos publicados pela Companhia das Letras). Cada um deve receber R$ 30 mil.

No último dia 8 de agosto, já haviam sido divulgados os três primeiros lugares em cada uma das 19 categorias do prêmio, incluindo romance, poesia, contos e crônicas e capa. Todos receberam estatuetas, sendo que os primeiros colocados também ganharam prêmio no valor de R$ 3.000.

Outros prêmios


Gabriel Pensador, que recebeu o prêmio de melhor livro infantil por seu "Um Garoto Chamado Rorbeto" (Cosacnaify), foi um dos mais aplaudidos da noite, ao subir ao palco com seu filho, Tom, 4.

Na categoria tradução foi vencedor o "Livro das Mil e Uma Noites" (editora Globo), vertido por Mamede Mustafa Jarouche.

Na área de teoria/crítica literária, o escolhido foi "O Local da Diferença" (34), de Márcio Seligmann-Silva. O melhor livro de poesia foi "Vestígios", de Affonso Romano de Sant'anna.

Em primeiro lugar na categoria reportagem, ficou o livro "Operação Araguaia - Arquivos Secretos da Guerrilha", de Taís Morais e Eumano Silva (Geração Editorial).

A cerimônia, promovida pela Câmara Brasileira do Livro, foi apresentada pelo Secretário de Estado da Cultura, João Batista de Andrade; pelo presidente da Câmara Brasileira do Livro, Oswaldo Siciliano, e pelo curador do prêmio, José Luiz Goldfarb.




"Um Garoto Chamado Rorbeto" (Cosacnaify), foi um dos mais aplaudidos da noite, ao subir ao palco com seu filho, Tom, 4.

Na categoria tradução foi vencedor o "Livro das Mil e Uma Noites" (editora Globo), vertido por Mamede Mustafa Jarouche.

Na área de teoria/crítica literária, o escolhido foi "O Local da Diferença" (34), de Márcio Seligmann-Silva. O melhor livro de poesia foi "Vestígios", de Affonso Romano de Sant'anna.

Em primeiro lugar na categoria reportagem, ficou o livro "Operação Araguaia - Arquivos Secretos da Guerrilha", de Taís Morais e Eumano Silva (Geração Editorial).

A cerimônia, promovida pela Câmara Brasileira do Livro, foi apresentada pelo Secretário de Estado da Cultura, João Batista de Andrade; pelo presidente da Câmara Brasileira do Livro, Oswaldo Siciliano, e pelo curador do prêmio, José Luiz Goldfarb.





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publcidade
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Home & Garden
News & Society
Reference & Education
Sports
EFFECTS OF COMPARATIVE ADVERTISING IN HIGH-AND LOW-COGNITIVE ELABORATION CONDITIONS
Journal of Advertising, Summer 2006 by Chow, Cheris W C, Luk, Chung-Leung
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Find More Results for: "journal of advertising "
Television commercials...
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Five pillars of wisdom...
Advertising agencies:...
ABSTRACT:

An experiment using print ads as experimental stimuli found that the relationship between consumer attitudes and comparative advertisement intensity (CAI) follows a rotated S-shaped pattern; in other words, it is a thirdorder curve with a local maximum at the minimum value of CAI, and also a local maximum at the approximately third quartile value of CAI. Consumer attitudes were most positive either when there was no brand comparison (the minimum condition) or when the comparison was moderately intense (the third quartile condition). The rotated S-shaped pattern was more pronounced in the high-cognitive elaboration (CE) condition than in the low-CE condition. One week after exposure to the ads, the rotated S-shaped pattern disappeared in both the high- and low-CE conditions, but the attitudes declined more in the high-CE condition than in the low-CE condition. Managerial implications are discussed.

The research on comparative advertising, wherein a product or service is explicitly compared with that of a competitor, has obtained mixed results. On the one hand, some researchers (e.g., Levine 1976; Shimp and Dyer 1978) found that comparative ads are no more effective than noncomparative ads. On the other hand, Demirdjian (1983), Pechmann and Ratneshwar (1991), and Tannenbaum (1976) showed that comparative ads were more effective and advocated their use over noncomparative ads. To reconcile this discrepancy, Donthu (1992) suggested that the intensity of the comparison in an ad should be taken into account. Comparative advertisement intensity (CAI) is quantifiable, as discussed below. Donthu's findings showed that consumer attitudes were most positive when the intensity of the comparison was moderate, and less positive when there was either no comparison or a highly intense comparison.

Advertisement

In the present study, we seek to extend Donthu's (1992) research on comparative advertising by including cognitive elaboration (CE) as a variable. Despite the large body of research on CE (e.g., Petty and Cacioppo 1986; Wilson and Brekke 1994), no attempt has been made to examine the effect of CE on consumers' reactions to comparative ads. The present study set out to fill this gap. Drawing on Kelley's (1967, 1973) attribution theory, we propose that the pattern of the relationship between CAI and consumer attitudes should be an S-shape rotated 90 degrees anti-clockwise, as shown in Figure 1. We found that Donthu's (1992) findings are characteristic of the lowCE condition. Finally, we examine the persistence of consumer attitudes formed under high- and low-CE conditions.

COMPARATIVE ADVERTISEMENT INTENSITY (CAI)

In his study of television ads, Donthu (1992) defined five levels of CAI, ranging from 0 to 4, where 0 stands for "no comparison" and 4 stands for "very intense comparison." The level of CAI is determined by four factors: whether the competing brand is named or not (X1), whether specific rather than overall comparisons are made (X2), whether one-sided rather than two-sided comparisons are made (X3), and whether more than 50% of the time of a television commercial is spent on comparisons (X4). Each of these factors, if present, can increase CAI by one level, as shown in the following formula:

CAI = X1 + X2 + X3 + X4. (1)

Thus, CAI would be higher when the competing brand is explicitly named (Wilkie and Farris 1975), if the comparisons are made on specific attributes (rather than a general statement saying that the advertised brand is better) (Wilkie and Farris 1975), if only one-sided comparisons are made (Kamins and Assael 1987; Swinyard 1981), and if over 50% of the time for a television commercial is spent on comparisons.

The particular issue of one-sided versus two-sided comparisons has been widely researched. Researchers (e.g., Kamins and Assael 1987; Swinyard 1981) generally agree that twosided comparisons, consisting of both favorable and unfavorable comparisons, make the ad less confrontational and thereby decrease the intensity of the brand comparison. On the other hand, one-sided comparisons, although more intense, produce more counterarguments in the minds of consumers and lead to less acceptance than do two-sided comparisons (Kamins and Assael 1987; Swinyard 1981).

THE DISCOUNTING AND AUGMENTING PRINCIPLES

According to attribution theory (Kelley 1967, 1973), whether a consumer believes the claims made in an ad depends on the attributions that he or she makes concerning those claims (Gorn and Weinberg 1984). Kelley's discounting principle states that if a consumer attributes the claims to external factors, such as environmental pressure on the advertiser to make money by enticing consumers into buying the advertised product, the believability of the claims will be discounted (e.g., Gotlieb and Sarel 1991). One example would be a shabbily dressed street hawker extolling the virtues of a pile of counterfeit ladies' handbags. The hawker's obvious financial need would lead the consumer to conclude that the hawker's claims are phony, and that there is nothing particularly desirable about the bags (except, perhaps, their low prices). On the other hand, Kelley's augmenting principle suggests that when no plausible cause can be found in the environment, the consumer attributes the claims to the true beliefs of the advertiser, and the believability of the claims are increased (e.g., Swinyard 1981). One example is the series of Daimler-Benz commercials highlighting the safety features of Mercedes passenger cars. Since the company is extremely wealthy and a world leader in its field, consumers are led to conclude that the claims are motivated by the company's genuine interest in safety, and the ads are therefore seen as credible. These two attribution principles have been generally supported by experimental studies (e.g., Hansen and Hall 1985; for a review, see Fiske and Taylor 1991). These studies also show that the discounting effects are more pronounced than the augmentation effects.




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journal of dance

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Editorial Board


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degas dance


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Life imitates art, but why?
September 29th, 2006, filed by Robert Basler
It’s very well known among art scholars that Edgar Degas dreamed of someday having his paintings imitated by live models in underwear, so how thrilled he would be if he could see the JCPenney folks using his classic work to promote a new line of lingerie! They’re using Boticelli and other artists, as well. Are there great artworks you would like to see acted out by underclothes models? Let us know via Post a Comment.




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sexta, 29 setembro, 2006
ivens machado


Divulgação
"Acumulações", de Ivens Machado, apresenta 40 esculturas em Reutilização de materiais de Ivens Machado é exibida em São Paulo
Galeria Virgilio inaugura mostra do artista, que não expõe na cidade desde 91

Divulgação
"Minarete", escultura produzida neste ano com madeira de eucalipto por Ivens Machado

MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL

Materiais áridos, brutos e descartáveis que adquirem leveza após a intervenção do artista. Ivens Machado, 64, continua a reinventar a matéria em sua nova exposição, que é aberta hoje na galeria Virgilio, em São Paulo, cidade que não recebia uma individual do artista desde 1991.
O trabalho com materiais diversos -madeiras que lembram estacas de construção, tijolos e pedras portuguesas de calçamento descartados em reformas, concreto armado, carvão, arame- adquire várias formas esculturais: por vezes, em estruturas de grandes dimensões, por outras, em formas contidas, postas na parede.
"Gosto dessa mudança de sentido. O que estava a nossos pés, na calçada, é levado ao nosso olhar quando a obra é pendurada no plano", diz Machado, participante de quatro edições da Bienal de São Paulo -1981, 1987, 1998 e 2004- e convidado para instalar suas esculturas no exterior, como em Varese, na Itália, em 1990, e em coletivas com curadoria do italiano Achille Bonito Oliva ("Arie", em 1991, e "Termoli", em 1992).
"Na Itália, me aproximaram de nomes da "arte povera". Depois vi semelhanças, mas quando fiz os trabalhos não tinha isso em mente. Não conhecia tanto de arte quando comecei a fazer esculturas desse tipo", conta ele. A aproximação com a "arte povera", de nomes como Luciano Fabro, vem pelo fato de eles utilizarem materiais não-convencionais ("pobres"), como terra e madeira.
"Sem dúvida, há um componente político nisso. Reaproprio elementos avessos à beleza e que virariam lixo, e eles adquirem um novo status", diz o artista, catarinense radicado no Rio desde 1964.

Coletiva
A galeria também sedia a mostra coletiva "Paisagem Bruta", com curadoria de Luiz Camillo Osório, com artistas cujas obras se aproximam do estilo de Machado, como Marcone Moreira e Afonso Tostes.



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IVENS MACHADO - ACUMULAÇÕES
Quando: de seg. a sex., das 10h às 19h; sáb., das 10h às 17h; até 28/10
Onde: galeria Virgilio (r. Dr. Virgilio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros, tel. 3062-9446)
Quanto: entrada franca http://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac2709200602.htm



postado por paulo alexandre cordeiro de vasconcelos as 04:15:57 0 comentários




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estréia cisne negro
28/09/2006 - 18h45
A música e a póetica de corpos de "Trilhas", da Cia. Cisne Negro, têm estréia nacional

Da Redação


Divulgação


Antonio Gomes assina a coreografia inédita

VEJA TRECHO DE "TRILHAS"A companhia paulista de dança Cisne Negro faz a estréia nacional da peça "Trilhas", na sexta-feira (29), em São Paulo. Além da coreografia inédita de Antonio Gomes, o grupo apresenta o espetáculo de repertório "Mozartíssimo", de Gigi Caciuleanu.

"Trilhas", com composições assinadas por Ney Rosauro, foi concebido coreograficamente inspirado na música e remete a desafios, conflitos e experiências comuns às relações humanas. O espetáculo que já teve pré-estréias em Florianópolis e Temuco (Chile) chega a São Paulo em curta temporada, somente em cartaz até o domingo (1º).

"Mozartíssimo", de 1991, do franco-romeno Gigi Caciuleanu, recebeu uma nova versão este ano e é reapresentado ao público em celebração aos 250 anos do nascimento de Mozart. A peça é baseada na "vida de artista ambulante" de Mozart e aborda sua afinidade com trupes de saltimbancos, e traz inspirações na "Commedia Dell'Arte".

Cisne Negro Cia. de Dança
» QUANDO - De 29/9 a 1/10, sexta e sábado, às 21h; domingo, às 18h.
» ONDE - Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, São Paulo). Informações: (11)5693-4000.
» QUANTO - De R$30 a R$50.
http://diversao.uol.com.br/ultnot/2006/09/28/ult100u5935.jhtm




postado por paulo alexandre cordeiro de vasconcelos as 04:09:53 0 comentários




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quinta, 28 setembro, 2006
pensar a fotografia

Pensar a Fotografia





O que é a fotografia e o que é pensar fotograficamente.?




Antes de mais nada a fotografia sendo a presença de um ausência, como que imagem que é também, ela é o real presente faltoso, ela é o que flagra, um lúmen que testemunha.




Fotografar é pois flagrar marcas desenhos pontos, suscetibilidades óticas, é percepto de luz e cores , de formas , de marcas numa ambiência.




A foto nos comunica por esta ambiência e claro no seu conteúdo, ela nos comunica porque invade nosso imaginário e assim detona nosso poder de ir em busca de sentido, de aparências.




A fotografia como sendo e vindo de fot é uma iluminância, por um lúmen e por assim ser nos acende no imaginário e assim nos ajuda a interpretar, a sentir , a dizer a esclarecer como que alumiando o que nos enleva, nos cutuca, e assim expressa para nós.




Com a foto reinventamos o real, ou queremos dizê-lo mais de perto como flagra e sensação, metaforizamos esse real numa combinação de técnica, lente, aproximações inversões truques e sensibilidade de quem ver ou de quem gosta de trocar , jogar sentir o que vê e nesse jogar de sentir e ver pensa , arquiteta o pensar pela imagem por esses truques imaginários.




São estas conjunções de elementos materiais e imateriais, como a câmera, a lente , os recursos eletrônicos ou combinados aos imateriais como o imaginários e o nosso jogo de sentir e de querer expressar que fazem a fotografia ser um pensar o visível e invisível. Visível porque partimos do que nos afeta escopicamente e invisível porque a ambiência sempre guarda aquilo que se esconde nela, na aura, na moldura que conjura, instiga canta atrás.




A fotografia é sempre este lúmen , este luminoso que não ilumina o todo e pede o jogo do olhar do sentir para mais aclarar. A fotografia é como a pedra no meio do caminho de Drummond quer dizer mais e não se explicita pois carece da elucubração do que a vê e sente.




A foto é um momento do espaço no qual se exclama por outro, na foto, é buscar tirar proveito deste espaço é reinventá-lo numa poética dupla da técnica e da exuberância do olhar estético.É ao mesmo tempo, assim , a compactação deste dois momentos, é sentir o sabor de ver e estar sobre o espaço.Ë criar e linguagem do ausente do conceito palavra é tenta ludibriar o verbo,mesmo nas escansões que este faz em nossa máquina pensante com seu poder de conceituar fonematicamente e deformar o visível sob a prega da palavra.
















A foto é esta compressão que se submete a palavra, é uma saia justa dizê-la , mas ao tentar dizê-la pensar as suas entranhas, na sua visibilidade que nos afeta,sentimos ao menos quanto ela é complexa por ser reveladora em outros parâmetros que não são os da palavra. .co nti nuarei .......... paulo vasconcelos paulovas@gmail.com




postado por paulo alexandre cordeiro de vasconcelos as 08:57:28 0 comentários




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mariano klautau filho

Mariano Klautau Filho
marianokf@uol.com.br

atau filho



postado por paulo alexandre cordeiro de vasconcelos as 08:53:51 0 comentários




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Fotografo Prof em Manaus Mariano Klautau Filho

Mariano Klautau Filho
marianokf@uol.com.br




postado por paulo alexandre cordeiro de vasconcelos as 08:51:58 0 comentários




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jovens fotógrafos

Projeto Jovens Fotógrafos

Zeca Caldeira apresenta no Museu da Imagem e do Som a exposição fotográfica Silêncios

Da Redação



O Museu da Imagem e do Som (MIS), de São Paulo, abre no próximo dia 4, quarta-feira, a exposição Silêncios, de Zeca Caldeira. Integrando o projeto permanente Jovens Fotógrafos, a série é composta por 12 fotografias inéditas da arquitetura cotidiana.


Com textura densa e colorido forte, as imagens revelam paredes descascadas, janelas abandonadas, portas emperradas e becos escuros que ganham vida e, ao mesmo tempo, acusam a solidão do espaço público. O trabalho vem sendo realizado por Caldeira desde 2005.


Essa é a segunda exposição do fotógrafo carioca que, em agosto deste ano, apresentou 20 imagens no Espaço Cultural Cristal, também em São Paulo. Caldeira começou sua carreira em 1999 como assistente dos fotógrafos Luiz Garrido e Sergio Pagano, no Rio de Janeiro. Em 2001, mudou-se para São Paulo, onde fez o Curso Abril de Fotografia e começou a trabalhar como freelancer para as principais editoras do país. Hoje, fotografa para as revistas IstoÉ Dinheiro e Dinheiro Rural, ambas da Editora Três. Paralelamente ao trabalho editorial, Caldeira participa da Casa da Lapa, projeto que reúne cenógrafos, designers, videomakers, fotógrafos, DJs e músicos.


Serviço Photos:
Exposição Silêncios
Abertura: 4 de outubro.
Até 29 de outubro
MIS – Avenida Europa, 158.
Funcionamento: de terça a domingo, das 10h às 18h.
Entrada: R$ 3 (inteira) e R$ 1,50 (meia-entrada)
Tel. (11) 3062.9197/ 3088.0896
Estacionamento: R$ 5 e R$ 10.

http://photos.uol.com.br/materia.asp?id_materia=4312





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a substância supérflua
DEshow('120x60',3);
AUDIOVISUAL
As aventuras da Casa de Cinema, por Fernando Masini
a.lxy:active, a.lxy:link, a.lxy:visited, a.lxy { font-family:arial;font-size:10px;color:white;text-decoration:none; } a.lxy:hover { text-decoration:underline;color:white; }a.lxy { height:24px;padding-top:6px;font-family:arial; }#uolbar { background-image:url(http://barra.uol.com.br/b/uol10anosbg.gif);background-color:#0A3B6C; }#bnx1, #bnx2 { text-align:center;border-right:1px solid #02264B;vertical-align:middle; } #bnx2, #bnx3 { text-align:center; } #uols1, #uols2 { font-family:arial;font-size:10px;width:136px; } ASSINEBATE-PAPOBUSCACENTRAL DO ASSINANTEE-MAILSHOPPING UOLÍNDICE PRINCIPALÁlbum de FotosAplicativos FerramentasBate-papo UOLBibliotecaBichosBlogBuscaCarrosCartõesCentral de SegurançaCentral do AssinanteCinemaClassificadosCorpo e SaúdeCriançasDiversão e ArteEconomiaEducaçãoEleiçõesE-MailEmpregosEsporteEstiloFolha OnlineFotoblogGayHoróscopoHumorÍndiceJogosJornaisLição de CasaMegastoreMúsicaPersonalidadesRádio UOLRevistasServiçosSexoShopping UOLSites PessoaisTecnologiaTelevisãoTempo Trânsito MapasTV UOLÚltimas NotíciasUOL KUOL NewsVestibularViagem

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A substância supérflua
Por José Galisi Filho

“Ao desvalorizar a força viva de trabalho, a terceira revolução industrial destrói o próprio valor e coloca todo o sistema de produção de mercadorias em xeque”, diz, em entrevista, o ensaísta Robert Kurz


Uma das características mais notáveis do ensaísmo de Robert Kurz, 63, partilhada por seus leitores marxistas ou não, é a capacidade de dramatizar, com ironia, no movimento do texto, o tecido complexo da trama contemporânea, agregando, à observação do detalhe, a fantasia de imaginar um mundo diferente com categorias experimentais.

Essa qualidade é, por assim dizer, literária, uma antiprosa, cujo saldo decorre daquilo que o dramaturgo Heiner Mueller chamou certa vez de a “pressão da experiência autêntica” no movimento do material. Nesse sentido, a reflexão de Kurz sobre a constelação pós-Guerra Fria precisa ser pensada, em seus devidos termos, dentro da particuliaridade da experiência alemã nos últimos 16 anos desde a Reunificação, nos quais seu país, relativamente civilizado e pacificado pela social-democracia depois da barbárie, transformou-se novamente num laboratório social e num pesadelo darwinista.

Ninguém menos que o poeta e editor Hans Magnus Enzensberger reconheceu prematuramente nessa imaginação sobre a fatalidade histórica da Reunificação e seu curso de desastre o convite para entrar em um território desconhecido. No outono de 1991, “O Colapso da Modernização”, de Kurz, era lançado na Andere Bibliotheke, editada por Enzensberger, dois anos antes da publicação de “Visões sobre a Guerra Civil”, livro deste poeta e ensaísta.

A sombra do argumento de Kurz projeta-se literariamente no argumento de Enzensberger sobre o excesso e o autismo de uma violência libertada das antigas amarras ideológicas nos Balcãs como metástase de uma crise que se irradia da periferia para o centro do sistema. Uma das características mais marcantes do ensaio é a homologia subjacente entre o “êxtase” dessa “subjetividade balcanizada” e o pathos niilista da crítica cultural pós-moderna.

Ao despedir-se das armadilhas morais do universalismo esclarecido, impotente pelo bombardeio de informações, Enzensberger convidava o leitor a uma ética da responsabilidade civil, além da política partidária. Se, para Kurz, o colapso do socialismo de caserna significava menos uma vitória do capitalismo sobre a antiga ditadura do SED (sigla em alemão do Partido Socialista Unificado da Alemanha, que se converteu depois no Partido Social-Democrata da Alemanha - SPD), do que o signo de uma crise da própria concepção de “trabalho abstrato” arraigada na ética protestante tanto no Leste como no Ocidente, Enzensberger sinalizava nesse processo o termo histórico da modernização.

A questão da pós-modernidade era objeto da antologia de Kurz de 1999, “O Mundo como Vontade e Design, Estilos de Vida de Esquerda e Estetização da Crise”, uma cartografia do novo yuppismo intelectual nas figuras dos críticos Nobert Bolz e Diedrich Diederichsen e do desinteresse “individualizado” de uma geração, os ex-plebeus 68 que “chegaram lá”, a política como pose de charutos e ternos Armani, no auge da bolha financeira da “new economy”. Amor virtual, internet, Love Parade, analfabetismo funcional, legiões de mães solteiras empobrecidas, colapso da masculinidade, Kurz traçava um inventário da miséria individualizada da geração “single”.

Em 2000, “O Livro Negro do Capitalismo” dava forma enciclopédica ao programa categorial da antiga revista “Krisis”. Pela primeira vez, uma obra de Kurz ganhava ressonância nacional, chegando a ser considerada pelo “Die Zeit” como o mais importante lançamento nos últimos dez anos.

Ao contrário do sociólogo Ulrich Beck, que se tornou conselheiro da ala modernizadora do SPD durante os anos da coalizão vermelho-verde, Kurz sempre manteve uma distância crítica da política partidária. Mas sua reflexão, em sentido concreto, é antes de tudo um ajuste com a “chispa desembestada” (na expressão de Roberto Schwarz) da esquerda tradicional alemã que, entre outras aberrações, se transformou em terrorismo anti-semita no início dos anos 70 e se aglutina hoje em torno da “LinkBuendnis” capitaneada por Oskar Lafontaine, na forma de uma crítica vulgar do capitalismo financeiro, emparedada pela dessolidarização do rápido desmonte da máquina social.

Na entrevista a seguir, Kurz fala sobre a atual situação da Alemanha e do capitalismo e responde à pergunta da Documenta: “A modernidade é nossa Antigüidade?”.


Essa qualidade é, por assim dizer, literária, uma antiprosa, cujo saldo decorre daquilo que o dramaturgo Heiner Mueller chamou certa vez de a “pressão da experiência autêntica” no movimento do material. Nesse sentido, a reflexão de Kurz sobre a constelação pós-Guerra Fria precisa ser pensada, em seus devidos termos, dentro da particuliaridade da experiência alemã nos últimos 16 anos desde a Reunificação, nos quais seu país, relativamente civilizado e pacificado pela social-democracia depois da barbárie, transformou-se novamente num laboratório social e num pesadelo darwinista.

Ninguém menos que o poeta e editor Hans Magnus Enzensberger reconheceu prematuramente nessa imaginação sobre a fatalidade histórica da Reunificação e seu curso de desastre o convite para entrar em um território desconhecido. No outono de 1991, “O Colapso da Modernização”, de Kurz, era lançado na Andere Bibliotheke, editada por Enzensberger, dois anos antes da publicação de “Visões sobre a Guerra Civil”, livro deste poeta e ensaísta.

A sombra do argumento de Kurz projeta-se literariamente no argumento de Enzensberger sobre o excesso e o autismo de uma violência libertada das antigas amarras ideológicas nos Balcãs como metástase de uma crise que se irradia da periferia para o centro do sistema. Uma das características mais marcantes do ensaio é a homologia subjacente entre o “êxtase” dessa “subjetividade balcanizada” e o pathos niilista da crítica cultural pós-moderna.

Ao despedir-se das armadilhas morais do universalismo esclarecido, impotente pelo bombardeio de informações, Enzensberger convidava o leitor a uma ética da responsabilidade civil, além da política partidária. Se, para Kurz, o colapso do socialismo de caserna significava menos uma vitória do capitalismo sobre a antiga ditadura do SED (sigla em alemão do Partido Socialista Unificado da Alemanha, que se converteu depois no Partido Social-Democrata da Alemanha - SPD), do que o signo de uma crise da própria concepção de “trabalho abstrato” arraigada na ética protestante tanto no Leste como no Ocidente, Enzensberger sinalizava nesse processo o termo histórico da modernização.

A questão da pós-modernidade era objeto da antologia de Kurz de 1999, “O Mundo como Vontade e Design, Estilos de Vida de Esquerda e Estetização da Crise”, uma cartografia do novo yuppismo intelectual nas figuras dos críticos Nobert Bolz e Diedrich Diederichsen e do desinteresse “individualizado” de uma geração, os ex-plebeus 68 que “chegaram lá”, a política como pose de charutos e ternos Armani, no auge da bolha financeira da “new economy”. Amor virtual, internet, Love Parade, analfabetismo funcional, legiões de mães solteiras empobrecidas, colapso da masculinidade, Kurz traçava um inventário da miséria individualizada da geração “single”.

Em 2000, “O Livro Negro do Capitalismo” dava forma enciclopédica ao programa categorial da antiga revista “Krisis”. Pela primeira vez, uma obra de Kurz ganhava ressonância nacional, chegando a ser considerada pelo “Die Zeit” como o mais importante lançamento nos últimos dez anos.

Ao contrário do sociólogo Ulrich Beck, que se tornou conselheiro da ala modernizadora do SPD durante os anos da coalizão vermelho-verde, Kurz sempre manteve uma distância crítica da política partidária. Mas sua reflexão, em sentido concreto, é antes de tudo um ajuste com a “chispa desembestada” (na expressão de Roberto Schwarz) da esquerda tradicional alemã que, entre outras aberrações, se transformou em terrorismo anti-semita no início dos anos 70 e se aglutina hoje em torno da “LinkBuendnis” capitaneada por Oskar Lafontaine, na forma de uma crítica vulgar do capitalismo financeiro, emparedada pela dessolidarização do rápido desmonte da máquina social.

Na entrevista a seguir, Kurz fala sobre a atual situação da Alemanha e do capitalismo e responde à pergunta da Documenta: “A modernidade é nossa Antigüidade?”.

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Quando se fala no fim da modernização, à qual paradigma estamos ainda nos referindo?

Robert Kurz: O conceito de moderno é bastante mutável e apreendido de maneiras inteiramente distintas, dependendo do contexto no qual se argumenta. Entre os históriadores, por exemplo, existe o conceito de “pré-moderno”, datado entre os séculos 16 e 17, e o moderno compreenderia todo o processo histórico a partir dessa época. Já na filosofia, o início do moderno é frequentemente assimilado ao Esclarecimento (ou Iluminismo) do século 18, ao qual todas as teorias e ideologias posteriores até hoje se referem direta ou indiretamente. Para a maioria dos economistas e sociólogos, por sua vez, o moderno começaria com a industrialização no início do século 19, da qual se origina uma história das diversas revoluções industriais, que culminaria hoje na terceira revolução industrial da microletrônica.


Robert Kurz: O conceito de moderno é bastante mutável e apreendido de maneiras inteiramente distintas, dependendo do contexto no qual se argumenta. Entre os históriadores, por exemplo, existe o conceito de “pré-moderno”, datado entre os séculos 16 e 17, e o moderno compreenderia todo o processo histórico a partir dessa época. Já na filosofia, o início do moderno é frequentemente assimilado ao Esclarecimento (ou Iluminismo) do século 18, ao qual todas as teorias e ideologias posteriores até hoje se referem direta ou indiretamente. Para a maioria dos economistas e sociólogos, por sua vez, o moderno começaria com a industrialização no início do século 19, da qual se origina uma história das diversas revoluções industriais, que culminaria hoje na terceira revolução industrial da microletrônica.

No campo da arte e da cultura, o conceito de moderno se estabelece de maneira marcante na reflexão apenas no século 20, antes da Primeira Guerra Mundial, não se estendendo como “clássico moderno” além das décadas de 50 e 60, quando parece se esgotar e desembocar no assim chamado pós-moderno.

Do campo da arte e do aparelho cultural, o tema do fim do moderno e do início de um pós-moderno estendeu-se, neste entretempo, para a filosofia, as teorias da história, a sociologia e até para a economia. A “nova economia” do capitalismo-cassino-internet foi descrita como um paradigma socioeconômico pós-moderno, como uma nova era de acumulação de capital e prosperidade, cuja bolha, de maneira patética, já estourou há alguns anos.

A desorientação parece tão completa, que Juergen Habermas já proclamava, no início dos anos 80, uma “nova intransparência”. O problema consiste no fato de que, no desenvolvimento do moderno, a perspectiva da totalidade social e da história se torna cada vez mais fugidia. As ciências sociais se “diferenciaram”, as teorias referem-se cada vez mais apenas a “partes do sistema”. O conjunto se perdeu, e desse refluxo e vazio o pós-moderno fez precisamente soar sua hora no culto desta desconexão.

Na pós-história, a história mesma foi atomizada; na sociologia, os “processos de individualização” (Ulrich Beck) reabilitados; e na economia os pontos de vista “microeconômicos” realçados e o conjunto capitalista dissolvido na particularidade dos “sujeitos econômicos”.

A mesma atomização processou-se na arte, na indústria cultural e nos estilos de vida alternativos. Cada um por si e Deus contra todos. Essa tendência à atomização não é apenas pura ideologia, mas apresenta também pressupostos sociais bem objetivos, que, não obstante, não foram até agora refletidos. A sociedade parece se dissolver numa ausência de conexão real, e esse processo é pensado de maneira igualmente sem conexão com a base social real, isto é, ele é reduplicado idealmente. Nesse sentido, o pós-moderno é, por assim dizer, a realização de sua própria profecia.

Mas uma outra perspectiva se oferece quando consideramos o conjunto da sociedade e da história. O moderno constituiu um contínuo e uma conexão categorial, uma certa formação histórica da sociedade, diferenciada de suas formas agrário-religiosas tradicionais. Essencial nesse processo é a constituição do capitalismo, por um lado, isto é, do moderno sistema de produção de mercadorias, e, por outro, das relações modernas entre os gêneros, no qual o patriarcado, bem como a reprodução social, foram “objetivados”.

O “trabalho abstrato”, a forma da mercadoria, a mediação do mercado mundial e a concorrência universal tornam-se determinações centrais. Essas formas aparentemente neutras são também “estruturalmente masculinas”, isto é, espelham a supremacia masculina na política e na economia, em certo sentido, também no aparelho cultural. As mulheres estão representadas neste setor, mas são também, como afirma a socióloga Regina Becker Schmidt, “duplamente socializadas”, pois aqueles momentos não originários da reprodução social (atividades domésticas, educação dos filho, empatia, trabalho amoroso), no “trabalho abstrato”, na política e no aparelho cultural foram apartados pelo capitalismo ascendente da sociabilidade oficial e historicamente delegados às mulheres. O capitalismo, o objetivo do moderno sistema de produção de mercadorias como da “valorização do capital” e de sua esfera política, constitui, dessa forma, igualmente, um sistema de “separação de gêneros” (Roswitha Scholz).

Mas o assim entendido “moderno” não constitui nenhum contínuo estático, porém dinâmico. Por essa razão, o conceito de “moderno” vai a par com o de modernização. A modernização foi inicialmente um processo de colonização externa e interna, ou seja, um processo de consolidação das modernas categorias sociais através do colonialismo europeu, externamente, e de subversão das velhas relações agrário-religiosas e dos vínculos pessoais, internamente. Esse processo foi desigual e completou-se nas diversas partes do mundo fora da Europa e da América do Norte em ondas intermitentes sucessivas, que se estenderam pelo século 20 adentro. Por esse motivo, fala-se também em “não-simultaneidade histórica”.

Mas, em segundo lugar, o conceito de modernização designa o desenvolvimento das modernas relações a partir de “seus próprios fundamentos” (Marx), a história da Revolução Industrial, as metamorfoses emergentes da esfera política (democratização) e as novas formas de expressão e da separação entre os gêneros.

Seria, portanto, o pós-moderno uma época essencialmente distinta do moderno. Por outro lado, o discurso do pós-moderno pressupõe que a modernização teria atingido seus limites históricos. O capitalismo e sua divisão de gêneros tornaram-se, na globalização, um sistema planetário e, nessa simultaneidade, esse desenvolvimento interno pareceria ter se esgotado. Há, de fato, novas formas de individualização, a internet, a economia transnacional, mas as modernas categorias sociais tornaram-se vazias e ocas. As mudanças econômicas, sociais e técnicas não correspondem mais aos novos conteúdos e perspectivas. Isso se mostra particularmente claro na esfera sensível da arte e da cultura. Mas essa dinâmica é apenas exterior. Com Paul Virilio, poderíamos falar de uma “rasante inércia”.

Tudo isso vem a par com um “crise econômica radicalizada”, que se estende da periferia até os centros capitalistas, na imagem do desemprego e da miséria em massa, nas infra-estruturas desarticuladas, no declínio da classe média, com as pessoas cada vez mais lançadas na precariedade social, entre elas muitas existências intelectuais e artísticas. Também a crescente migração global é parte da síndrome. No conjunto, estamos diante de uma crise global de nova qualidade. O pós-moderno não é uma época além do moderno, mas sim uma época da crise fundamental do moderno, uma época de transformação crítica rumo ao desconhecido, já que não se pode ser “mais moderno”, isto é, a modernização não encontra mais espaço para avançar.

A teoria e a ciência majoritariamente não compreenderam essa nova situação e procuram ainda navegar ao sabor do vento, pois não querem reconhecer o pós-moderno como crise do moderno em suas fronteiras históricas. Em parte, o pós-moderno é apresentado como uma suposta e completa nova

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