domingo, 10 de fevereiro de 2008

Argentina cria videogame para combater sonegação

Argentina cria videogame para combater sonegação

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
A Receita Federal argentina (Afip, Administração Federal de Ingressos Públicos) criou um videogame com uma heroína, Martina, que combate os que não pagam impostos e cometem outros crimes.

Jovem, malhada e bem vestida, Martina investiga crimes e enfrenta problemas como a existência de pessoas empregadas ilegalmente ou que são escravizadas.


A investigadora Martina, do game que combate sonegadores de impostos
Ela também descobre empresas que usam notas fiscais frias ou que ocultam seus lucros reais.

"Martina tem superpoderes para descobrir quem está tentando driblar a lei", explicou à BBC Brasil a chefe de educação tributária da Afip, Andrea Vilardebo.

Gata Carola
O videogame será distribuído às escolas e faz parte de uma campanha do órgão para educar os argentinos de diferentes idades.

"Nosso objetivo é educar uma cidadania responsável. E isso inclui valores como a solidariedade e, naturalmente, a questão tributária", disse Vilardebo.

Para que o jogo seja mais atraente para crianças e adolescentes, os criadores da personagem tentaram fazê-la mais real, incluindo detalhes humanizantes na sua vida e na sua personalidade.

Ela, por exemplo, tem dificuldades para conseguir um namorado e tem uma vida solitária com uma gata chamada Carola.

Agentes alfandegários
Vilardebo contou que a Afip já criou outros jogos, como o da "carga escondida", baseado na batalha naval, no qual o desafio é combater o desembarque de carregamentos ilegais no país.

"Nesse caso, as crianças jogam como se elas fossem agentes alfandegários", disse.

No total, a Afip criou mais de dez jogos, além de histórias em quadrinhos e peças de teatro, que já foram apresentadas a mais de dois milhões de estudantes de sete e 14 anos em escolas de todo o país.

"As crianças e adolescentes se interessam muito pelos jogos, pela obra de teatro e por nossas histórias em quadrinhos. O mais difícil é educar os adultos", afirmou.

Vilardebo disse que, há cerca de dez anos, a Argentina registrava 40% de evasão fiscal.

Desde então, a Afip vem intensificando sua campanha para tentar reverter a situação.

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