segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

oscar



Realmente o oscar deste ano, como super-evento do mundo da moda e do consumo foi morno, a excessão da premiação de Marion Cottilar, como Piaf, mas suas intenções enquanto evento midiático em rede foi cumprido e teve seu palanque ideológico envolvendo apresentadores - soldados americanos no Irak.Aliás os americanos não perdem tempo para efeito de a mídia a serviço do poder.
paulo a c v
25/02/2008 - 02h48
Em festa morna e previsível, "Onde os Fracos Não Têm Vez" leva quatro estatuetas
ALESSANDRO GIANNINI
Editor do UOL Cinema
Numa festa morna e sem grandes surpresas, "Onde os Fracos Não Têm Vez" foi o grande vencedor da 80ª. edição do Oscar. O filme dos irmãos Joel e Ethan Coen levou quatro dos oito prêmios artísticos, incluindo melhor filme, direção, roteiro adaptado (também para os irmãos Coen) e ator coadjuvante (Javier Bardem). O principal concorrente, "Sangue Negro", apenas confirmou o favoritismo de Daniel Day-Lewis como melhor ator, algo que era dado como certo até pelo mundo mineral de Hollywood.



"Onde os Fracos Não Têm Vez", dos Coen, é o grande vencedor da noite com 4 Oscar
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ASTROS NO TAPETE VERMELHO
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Jon Stewart, apresentador da cerimônia em substituição à comediante Ellen DeGeneres, conduziu a festa com graça e bom humor, mas foi comedido demais para quem conduz um explosivo programa de sátira política na televisão americana. Gentil e muito educado, foi o responsável por trazer de volta ao palco a pianista tcheca Marketa Irglova, ganhadora do prêmio de canção ao lado de Glen Hansard com "Falling Slowly", do filme "Once", para que pudesse completar o seu agradecimento.

Por parte dos premiados não houve também grandes discursos ou ilações dignas de um Michael Moore. Aliás, o diretor de "S.O.S Saúde", indicado ao Oscar de documentário de longa-metragem, foi obrigado a assistir Tom Hanks apresentar do palco um grupo de soldados americanos anunciarem, via satélite diretamente de Bagdá, os indicados ao prêmio de curta documentário para "Freeheld". No mesmo bloco, o diretor de "Táxi to The Dark Side", Alex Gibney, foi quem mais se aproximou da subversão ao dizer que "precisamos consertar esse país e sair do lado negro".

As mulheres se fizeram notar mais do que os homens nessa edição, seja pela elegância, pela deselegância ou pela surpresa. A francesa Marion Cotillard, melhor atriz por "Piaf - Um Hino ao Amor", será lembrada tanto por sua beleza, quanto pelo figurino e também pelo bonito discurso. A talentosa ex-stripper Diablo Cody, roteirista de "Juno", entrará para a história das mais mal vestidas do Oscar por causa de um vestido de oncinha. E Tilda Swinton, a magnífica atriz britânica que trabalha com George Clooney em "Conduta de Risco", fez história por derrubar concorrentes fortíssimas na categoria atriz coadjuvante e da generosidade de suas palavras.

No capítulo momentos encantadores, houve alguns dignos de nota. Entre os quais, um que certamente será repetido nas próximas edições, foi quando o desenhista de produção Robert Boyle, 98 anos, o homenageado da noite com um Oscar honorário agradeceu a Hitch por ter se arriscado a aceitá-lo na indústria de cinema. O Hitch a quem Boyle se referia era ninguém menos do que Alfred Hitchcock, com quem trabalhou em "Intriga Internacional" e "Os Pássaros".

by uol
http://cinema.uol.com.br/ultnot/2008/02/25/ult4332u679.jhtm

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