quarta-feira, 7 de maio de 2008

A tim em maus lençois econômicos


A empresa ja vem demosntrando uma situação ruim diante de seus usuários, haja visto, as reclamações que são infindáveis, e logo agora que entra a oi ela perderia muito cliente.Veja oque diz a mídia.Paulo A C V
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TIM contrata consultoria para reestruturação
Empresa, que teve prejuízo de R$ 108 milhões no primeiro trimestre, pretende reduzir custos

Michelly Teixeira
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Para reverter os fracos resultados do primeiro trimestre e cumprir as diretrizes financeiras anunciadas ao mercado, a TIM Participações colocará a tática de redução de custos em sua "linha de ação", que também levará em conta a oferta convergente de serviços. A sinalização foi dada ontem pelo presidente da empresa de telefonia móvel, Mario Cesar Pereira de Araujo, em teleconferência.

Segundo ele, a empresa contratou uma consultoria externa para promover uma "reestruturação e revisão dos processos da empresa", a fim de reduzir custos e tornar a administração mais ágil. O executivo não divulgou o nome do prestador de serviço. Questionado se esse trabalho confluirá para a redução de pessoal, ele respondeu que a empresa "não está focada neste item". Mas deu a entender que a hipótese ou eventuais remanejamentos não estão descartados.

A TIM registrou prejuízo líquido de R$ 107,9 milhões no primeiro trimestre, um aumento de 454,5% em relação ao prejuízo de R$ 19,465 milhões registrado em igual período do ano passado. O resultado frustrou as expectativas do mercado. O principal motivo para a perda foi o aumento de 57,1% nas despesas com inadimplência - com provisões da ordem de R$ 271,7 milhões -, que resultou de uma "campanha agressiva" de televendas no segundo semestre de 2007. O processo de vendas do canal foi remodelado para se tornar mais rigoroso na política de crédito, explicou a empresa no balanço.

A receita média por usuário caiu 14,2% na comparação anual, para R$ 29,50 nos três primeiros meses do ano. A expectativa da TIM é de que essa receita suba nos próximos trimestres para algo entre R$ 32 e R$ 35, de acordo com o diretor-financeiro e de relações com investidores da empresa, Gianandrea Castelli Rivolta. No primeiro trimestre do ano passado, a TIM havia registrado uma receita média por usuário de R$ 34,40, passando a R$ 34,50 ao final do ano.

Para justificar a queda na receita por usuário, Rivolta mencionou o fato de a base de clientes pós-pagos, que corresponde a 20,7% da carteira, ou 6,758 milhões de linhas, ter evoluído a um ritmo "inferior ao esperado", na ordem de 19%. Houve uma limpeza na carteira de clientes pós-pagos no período, resultando na perda de 12,5 mil assinantes. A TIM justifica ser essa uma "política austera" para garantir qualidade à carteira. "Evidentemente, não nos interesse colocar na base clientes que não pagam conta", comentou o presidente da empresa.

Durante a teleconferência, a diretoria expressou que segue com o compromisso de atingir um crescimento de 9% da receita este ano (menor do que os mais de 12% projetados anteriormente) e uma margem Ebitda de 23%. Além de redução de custos, a empresa quer atrair clientes de alto valor agregado com a oferta convergente de serviços, especialmente agora que está lançando sua rede de terceira geração (3G).
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