domingo, 22 de março de 2009

Pedagogia do (diálogo) entre muros -Filme que não se pode perder de Ver

François Bégaudeau (ao fundo) em cena de 'Entre os muros da escola', durante reunião de professores (Foto: Divulgação)
O diretor francês Laurent Cantet (Foto: Divulgação

Pedagogia do (diálogo) entre muros
“Entre os Muros da Escola” trata da realidade de um escola na periferia de Paris, mas pode falar pelo Brasil
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2446822.xml&template=3898.dwt&edition=11947&section=1029
Entendo e proponho que este título sirva não só como uma espécie de metáfora retirada do título do filme do Laurent Cantet, Entre os Muros da Escola (em cartaz na Capital) mas, especialmente, como uma chave de leitura para a compreensão das inúmeras tentativas de interação que a escola pode e tem condições de agir no sentido da construção de uma ‘educação de qualidade’ em cada entorno social onde ela estiver. Aliás este filme bem que poderia fazer parte de vários roteiros daquilo que também ocorre em nossas escolas públicas. Penso naquelas que tenho algum conhecimento e que estão situadas em nosso Estado e em especial em torno de nossa capital. Escrevo isso porque muitos de nós, professores, nos deparamos com essa conhecida situação de uma sala de aula onde estão adolescentes que convivem em cotidianas relações com o mundo adulto, tanto conosco como com os quadros gestores das escolas, nas figuras dos supervisores, orientadores e a sua própria direção.Neste filme o ‘tom’ realista da cultura escolar se acentua nas diversas reuniões de avaliação coletiva dos alunos através dos nossos conhecidos ‘conselhos de classe’. Nesse cenário interativo é que o filme revela sua qualidade e potência pois trata o simples e repetitivo, do cotidiano escolar, como fonte para um criativo roteiro que nos faz rever o quanto ainda precisamos nos debruçar sobre como ocorrem as relações nesse microterritório de uma sala de aula e o quanto fazem também parte de uma totalidade sóciocultural.O título deste comentário é uma resposta que já lanço de início, pois os ‘muros’ apresentados no filme se mostram pelas culturas dos adolescentes em suas origens africanas, asiáticas, latino-americanas e francesas, todas combinadas nas vivências cotidianas de uma sala de aula. Instigante isso para o campo da pedagogia, pois estamos, em nosso país, num momento de elevada produção científica, em qualidade e quantidade, tanto em nossas faculdades de educação quanto nos institutos isolados de pesquisa. Assim, as contribuições das diversas áreas do conhecimento se tornam cada vez mais explícitas em aproximações com as práticas de sala de aula e na formação de professores. Mesmo que as especificidades da psicologia da educação, da psicopedagogia e teorias da aprendizagem estejam com sólidas trajetórias nas suas produções, constata-se também a indispensável contribuição e parcerias das áreas das ciências sociais, especialmente as da história, da sociologia, da antropologia, entre outras. No movimento relacional entre os campos do conhecimento e junto às práticas pedagógicas docentes de nossas escolas se combinam criativas e compreensivas fundamentações sobre o ato de ensinar. Também “quem são os nossos alunos e como eles aprendem”, bem como na fundamentação de processos formativos docente no sentido de “como nossos professores ensinam”.Ora, o filme não foi resultante de um insight isolado, único e espontâneo de parte do seu diretor. Foi na disciplinada busca de situações vividas por estudantes – adolescentes, num período bem longo (quase um ano) em que a “metodologia de pesquisa interativa” com jovens que vivem na França que a equipe do filme obteve um vivo conjunto de depoimentos que serviram para a estruturação do filme em sua tradução possível no tempo e no cenário, quase único, de uma sala de aula. O mesmo diálogo que sustentou essa busca de registros e também para a seleção dos atores (leigos em sua maioria) é que nos traz de volta aquilo que foi cunhado por educadores brasileiros como Paulo Freire e Miguel Arroyo a respeito dos temas e palavras geradoras, que tentam compreender a vida vivida pelos alunos de nossas escolas.A centralidade do diálogo, entre o professor e sua turma, poderia nos levar a uma visão somente parcial, somente positiva ou idealizada do efetivamente “vivido” na sala de aula, corredores, pátio e reuniões. Somos brindados com plásticas cenas e planos diretos de imagens que mostram os jeitos de escrita dos alunos em seus cadernos, as suas caretas, as suas trocas de olhares; seus cochichos e seus silêncios. Teríamos aí uma espécie de “proposta pedagógica” a ser seguida. Mas o diretor trouxe também imagens e falas do professor com a mesma densidade daquelas dos alunos.Mas no momento em que os alunos desconfiam do pedido do professor para que escrevessem sobre suas vidas e de seus gostos revela-se o limite desse procedimento. O filme tem aí uma contribuição diferenciada, pois não simplifica a complexidade das interações entre jovens e adultos. O professor, como uma clássica atividade de sala de aula, tenta capturar informações para “sua” função de ensinar, informar e controlar. Os conteúdos e as correções sobre o ensino da língua francesa ficam como ferramentas auxiliares e subordinadas a esse poder do professor, e os alunos percebem e questionam esse procedimento. O realismo desse registro por parte do cineasta sinaliza um imenso respeito aos profissionais da educação que se torna, ao mesmo tempo, uma pista para continuidades em outros “entornos sociais” na medida em que supera uma certa tradição do pensamento pedagógico do “converter ao bom caminho e aos bons resultados”, apagando limites e contradições de nossas práticas de sala de aula. Confidencio que o meu gosto pelo filme está na sua intencionalidade em ser nada mais e nada menos do que uma explícita tentativa em “desvelar” o vivido na sala de aula, entre alunos e o professor e com as conexões possíveis com o entorno social e cultural dos alunos adolescentes e, ao mesmo tempo, como o mundo adulto se manifesta dentro dos seus territórios profissional e pessoal. Isso é muito bom mesmo, pois se no contexto da França o desempenho do professor foi associado como do “colonizador”, ao passar a “língua culta” como norma nós poderemos entender como outros conteúdos podem (ou não) exercer a mesma função disciplinadora. O foco não é a quantidade ou a qualidade do conteúdo, culto ou “popular”, mas sim a mediação que o professor (adulto) realiza num processo de ajustes dos mundos e culturas de seus alunos (adolescentes) em suas múltiplas formas.Depois da sessão de cinema, a gente fica com a cabeça em ebulição, assim como saímos de nossas aulas, provocados que fomos pelas cenas de um ano letivo tão bem concentrado em apenas duas horas do filme. Saí afetado por uma das cenas mais curtas e, ao mesmo tempo, mais silenciosas e até uma tanto lenta se comparada com o restante do filme. Após a entrega das histórias de vida de cada aluno, devidamente avaliadas pelo professor, quando todos já tinham saído festivamente da aula, uma aluna negra, dirige um expressivo olhar ao professor. A linguagem do olhar se transporta para a fala e ela diz, quase sussurrando: “Eu não aprendi nada” para responder a pergunta de despedida, de final de ano sobre o que cada aluno tinha aprendido ao longo do ano. O cineasta produziu continuidades com essa tomada, imagino eu, fazendo um convite para que a gente reaja também. Ficou em aberto o que fazer... e, por isso, no título, o plural nas pedagogias, nos diálogos e nos muros. Penso que o Cantent, neste filme, pedagogiou!* Professor colaborador PPG/EDU/UFRGS (programa de pós graduação em educação UFRGS) e do mestrado Unilasalle.


Conversinhas em sala de aula, desrespeito com o professor, alunos que se negam a tirar os bonés, troca de insultos e empurrões... É bem possível que você já tenha visto esse “filme” no Brasil, mas o cenário de “Entre os muros da escola”, longa-metragem de Laurent Cantet que estreia nesta sexta-feira (13) em alguns cinemas do país, é uma classe de 7ª série da periferia de Paris, na França.

TAMBÉM É PROFESSOR? ALUNO? JÁ VIVEU SITUAÇÕES PARECIDAS EM SALA DE AULA NO BRASIL? COMENTE AO FINAL DESTA REPORTAGEM

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 2008, o filme é baseado no livro homônimo de François Bégaudeau (lançado no Brasil pela Martins Editora), que retrata a experiência de um professor ginasial – ele próprio – às voltas com uma turma que, à primeira vista, não parece muito afim de cooperar. Interpretado também por François, o personagem central da história tem de lidar não só com a falta de interesse dos alunos em sua disciplina mas com as diferenças sociais e o choque entre culturas africana, árabe, asiática e, claro, europeia, dentro das quatro paredes da sala de aula. Rodado durante sete semanas em um colégio do leste de Paris, “Entre os muros da escola” tem ares de documentário e um elenco todo de não-atores – alunos, professores e pais. Louise é a princesinha da classe; Arthur, o emo de poucas palavras; Souleymane, o garoto marrento que chega às vias de fato com o professor e que, por isso, pode acabar expulso da escola... não fosse a aliança com Khoumba e Esmeralda, as amigas inseparáveis e tagarelas a quem, num momento de irritação, François chama de “vadias” – deslize este que pode acabar com mais uma expulsão: a do professor.


Foto: Divulgação
O diretor francês Laurent Cantet (Foto: Divulgação)
É essa “imperfeição”, nas palavras de Laurent Cantet, que distancia seu mestre de tantos outros professores que já passaram pelas telas de cinema, especialmente de Hollywood, nas últimas décadas – de Whoopy Goldberg e Robin Williams a Michelle Pfeiffer e Jack Black. O aspecto falível de François, como explica o diretor do filme na entrevista abaixo, concedida em sua visita a São Paulo nesta terça, fez com que até alguns professores da vida real custassem a se reconhecer no papel. G1 - “Entre os muros da escola” foi lançado há quase um ano, em Cannes, e desde então arrebatou diversos prêmios – da Palma de Ouro ao prêmio Cesar, passando por uma indicação ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Elogios à parte, que tipo de recepção você vem encontrando nesse período? Laurent Cantet - Viajei muito com o filme, fui para 24 países, conversei com jornalistas e o mais suprendente é que as perguntas que me são feitas são as mesmas em todo lugar. Mesmo quando falamos dessa sala de aula específica no subúrbio de Paris, parece que tocamos em temas que são mais universais e que todo mundo pode compartilhar. Talvez a única reação realmente contrária ao filme veio de alguns professores franceses que o viram como um documentário e não reconheceram ali sua própria situação. Ficaram chocados com a imagem que eu passei da escola e do modo como os professores trabalharam. Meu professor não é perfeito, ele comete falhas, não é o mesmo daquele tipo de filme americano sobre escolas em que há sempre um professor inspirado ensinando às crianças como a vida pode ser maravilhosa. O nosso é imperfeito, e acho que essa foi uma das razões pela qual alguns criticaram.

G1 – O que se vê em “Entre os muros da escola” e em muitos colégios mundo afora é um grande desinteresse por parte de alguns alunos no que está sendo passado pelos professores. Acha necessário repensar os métodos de ensino? Cantet - Não sou um especialista em educação, mas o que sinto, especialmente por ser pai de dois adolescentes que ainda vão ao colégio, é que a escola tem que aceitar que não está fora da sociedade, não é só um lugar aonde a criança vai para aprender. É preciso aceitar que as crianças chegam à escola com seus próprios problemas, sua própria cultura, e se tem que lidar com isso. Talvez a escola esteja muito fechada em si mesma. Exceto por alguns professores. É um debate bem antigo com professores que acham que a escola é um lugar onde se deve aprender gramática e matemática, e outros que acham que a escola deve dar as ferramentas para que os alunos encontrem seu lugar na sociedade, dar não só o conhecimento mas também o modo de pensar que o ajudará a levar a outro lugar. Quando o professor é mais durão, é mais fácil ficar atrás da mesa dizendo ‘copie isto’, ‘faça este exercício’. Agora, muitos professores estão cansados e talvez se recusem a assumir esse risco de ajudar as crianças a crescer.

Foto: Divulgação
François Bégaudeau (ao fundo) em cena de 'Entre os muros da escola', durante reunião de professores (Foto: Divulgação)
G1 – O que é exatamente o oposto do seu professor no filme... Cantet – Esse é um dos motivos por que adorei o livro logo que li. Há uma cena no filme, quando ele está ensinando o “imperfeito do subjuntivo”, um tempo que ninguém mais usa em francês, e decide não fazer a conjugação dos verbos ele mesmo. Esmeralda pergunta por que usá-lo se há o “imperfeito do indicativo” e o professor diz que é só uma maneira de diferenciar. Ele pergunta, as crianças respondem, ele pergunta novas coisas. No final, tenho certeza de que François concorda com as crianças que falam “não precisamos aprender isso” e que as crianças percebem que a linguagem é um marcador social. Quando Khoumba diz que [o imperfeito do subjuntivo] é um tempo de burguês, ela entendeu tudo naquele momento. E se um dia precisar falar com um burguês, ela poderá fazer. Esse é o modo de ensinar. Se o que você ensina não faz sentido para as crianças, elas esquecerão em duas semanas. G1 – Uma das maiores dificuldades que ele enfrenta na classe é lidar com as diferentes culturas dos alunos. Com o crescimento do processo de imigração nas cidades europeias, isso virou um problema na França? Cantet - No mundo. Fui aos Estados Unidos e ao Canadá para apresentar o filme e eles têm as mesmas questões para encarar agora. A sala de aula é a primeira comunidade em que uma criança pode se sentir envolvida, e são comunidades muito diversas, as mesmas que você encontra na sociedade. E acho que é importante para essas crianças sentirem que têm um papel nessa comunidade. Acho que todo os problemas que a sociedade francesa e de outros países enfrentam agora é que todos esses jovens imigrantes – que talvez nem sejam mais imigrantes, porque a maioria já nasceu lá mesmo -- têm de sentir que a sociedade necessita deles, que lhes dá um lugar. Mas eles não sentem isso e, por isso, claro, se opõem a essa sociedade. Esmeralda diz que não se orgulha em ser francesa, e acho que ela só vai se orgulhar no dia em que se sentir parte da comunidade. Penso que a França e talvez todos os países velhos têm muito orgulho de sua cultura, de sua história, da imagem que as pessoas têm de sua cultura, mas, na verdade, não estão integrando pessoas. Estamos apenas dizendo, se pareça conosco e então vamos aceitá-lo na nossa sociedade. Acho que os EUA fazem isso um pouco melhor do que a gente. G1 – Como foi a sua educação? Cantet - Eu sou de uma cidade pequena, fora de Paris, então o contexto era muito diferente. A escola era diferente também. Não tínhamos o que chamamos agora de “collège unique”, em que todas as crianças, bons ou maus alunos, estudam todas juntas na mesma sala até o colegial. Não era o caso quando eu estava na escola. Na minha sala éramos todos estudantes brancos de classe média. Hoje, meus filhos estudam nos subúrbios de Paris e têm contato com muitas realidades diferentes das suas próprias, o que abre suas cabeças muito mais do que o que eu pude experimentar na idade deles.

Foto: Divulgação
Esmeralda e Khoumba, as amigas inseparáveis da sétima série (Foto: Divulgação)
G1 – Todos os alunos de “Entre os muros das escola” eram não-atores até então. Como acha que o filme afetou a vida delas? Cantet – É difícil saber. Eles tinham 14 ou 15 anos e suas cabeças mudam muito naquele momento, a maturidade está chegando. É difícil saber como elas seriam sem o filme. Posso dizer que eles passaram por momentos maravilhosos, que a experiência foi muito divertida e interessante para eles. Quanto à repercussão na vida deles, percebo que a sua relação com seus professores mudou realmente, agora eles podem conversar. Antes do filme, via que, para eles, os professores não eram só adultos, mas “superadultos”: os que têm a autoridade, os que têm o conhecimento e que pode expulsá-los da escola. Com um status como este, que impressiona, os professores não são vistos como seres humanos. E acho que isso mudou um pouco depois do filme. Outro ponto é que essas crianças não costumavam ser aplaudidas ou reconhecidas pelo que faziam, eram mais acostumadas a serem estigmatizadas ou julgadas por todo mundo. Quando estávamos juntos em Cannes, foi tocante ver o quão felizes estavam por serem reconhecidas pelo trabalho que fizeram. G1 – Pergunto porque tivemos um caso recente, com o filme “Quem quer ser um milionário?”, em que as crianças tiveram suas vidas completamente transformadas após o lançamento do filme. Acha que o diretor tem uma responsabilidade maior nesses casos? Cantet – O que sempre tentei fazê-los entender é que o filme é só um momento da vida delas. Foi emocionante perceber como, em Cannes, onde o sucesso poderia ter subido à cabeça, eles se mantiveram humildes. Estavam felizes com o filme e com si mesmos, mas não basearam suas vidas nisso. O grupo permaneceu unido, nenhum tentou se destacar. Acho que alguns deles gostariam de ter uma experiência num próximo filme. Um já fez um segundo que deve estrear este verão. Mas eles tomaram como oportunidade. G1 – Você voltaria a trabalhar com alguns deles em outros filmes?

Cantet – Certamente alguns deles podem se tornar grandes atores. Ontem [segunda-feira] à noite estava no Rio e vi o final do filme talvez pela 200ª vez. E fiquei impressionado com eles. Porque conheço esses meninos aqui fora e sei que são bem diferentes do que aparentam no filme. São grandes atores, na verdade.


O professor François conversa com Souleymane (centro) e um colega no laboratório de computador (Foto: Divulgação)

G1 – E quanto a François Bégaudeau, autor do livro que inspirou o filme? Como entrou em contato com ele e por que decidiu que ele próprio deveria fazer o papel do professor? Cantet - Dois anos antes de ler o livro, eu já havia escrito o primeiro esboço do roteiro, que era ambientando numa escola como a do livro - também “entre muros”, como eu já havia feito no filme “Recursos humanos” [1999] que se passava numa fábrica. Escrevi a história do Souleymane e fui fazer meu filme então mais recente, “Em direção ao sul”. No dia do lançamento fui chamado a um talk show e François também foi chamado para apresentar seu livro. Ele leu algumas páginas e os diálogos tinham a energia que eu queria para o filme. Na noite seguinte li o livro. Dois dias depois a gente se encontrou de novo e eu propus adaptar o livro, não uma adaptação direta, mas fazer uma extensão dele. A gente pegaria o ponto de partida de uma cena que tivesse sido idealizada por mim e veríamos como a sala iria responder. Nunca tentamos copiar as reações dos personagens do livro no filme, mas ver se elas poderiam acontecer de novo ou não. Foi interessante trabalhar assim. Acho até que [Bégaudeau] não teria se interessado em simplesmente reinterpretar aquilo que escreveu. G1 – Em tempos de reality shows, diria que “Entre os muros da escola” é uma espécie de “Big Brother colegial”? Cantet – Não, acho que não. Tudo ali foi escrito, eles estão atuando. Toda a evolução dos personagens e situações foi planejada. Havia espaço para bastante improvisação, mas tudo partia de um roteiro. O que a gente tentou fazer foi recriar uma impressão de realidade.


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