domingo, 13 de março de 2011

A CIDADE E AS ÁGUAS - A CIDADE E SUA PELE

























A cidade é composta por uma pele sobre e sob a qual estamos.
Mas será que temos a consciência disto?
Onde pisamos , onde respiramos,de onde comemos?
Seria inúmeras as razões para falamos da pele da cidade.Mas nos esquecemos dos seus poros, de seu solo, por onde ela respira bebe e devolve.
Onde anda nas ruas, caçadas seus respiradores?
As árvores acusam, rompe as calçadas, as ruas, pede espaço,nós queremos espaços , mas não respeitamos o espaço da terra, da cidade, de seu solo.
Não há cidade sem terra.
Não nos sustentamos na cidade senão pela terra, mas onde anda ela?
Nas enchentes nos damos conta dela? talvez não.Mas aí está a devolutiva dela, ela está impermeabilizada, estrangulada, diferente de estar vestida.Vestida, ela poderia estar por nós, pelas árvores, e pelos nossos objetos mas, sem a demasia que a estrangula, provocando a falta de sua boca, sua terra que bebe e respira.
Assim, ela não mais de boca aberta o suficiente, ela deixa a água rolar para outras bocas e, daí,temos as enchentes e teremos que ter paciência para outro pedaço de sua boca engolir .
Aqui em São Paulo, vivemos isto, como em milhões de outras.
Quando vamos abrir nossa boca para falarmos da boca da cidade nossa, de nossa terra?

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