terça-feira, 24 de abril de 2012

SEBASTIÃO NERY D PE

Paris – O pai, africano, foi brigar no Vietnam como soldado francês. Acabou a guerra, voltou, o filho nasceu em Paris e foi ser motorista de táxi. Um cidadão francês negro. Tinha pavor de Sarkozy, o candidato da direita à Presidência da República nas eleições de abril de 2007 aqui na França (segundo turno em maio), quando me contou sua história, trazendo-me do aeroporto para o hotel. Pôs uma música de Gal Costa “em homenagem ao Brasil” e continuou seu discurso: – “Sou um cidadão francês igual a Sarkozy. Filho de pai africano e mãe francesa. Ele é filho de pai húngaro e mãe grega judia. Mas, se ele pudesse, eu seria expulso da França como “imigrante” só porque sou negro. Ele é um racista. Tem horror de negro, de árabe, de muçulmano, de latino americano. Se for presidente, primeiro vai querer proibir novos imigrantes de entrarem aqui. Depois, vai querer mandar embora os que já estão aqui”.

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