quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O triturador da cor e sabor do Texto

Potyguara Alencar
Por Revista Brasileiros original Paulo Vasconcelos

Servi de cavalo para o Espirito do Pai. e levantei da  pausa mortuária o ascensorista do Grand Hotel......

Gosto muito dos que sabem fazer mexer as tripas da  palavra, deixa-lá meio muda so com espanto e assim envergar o texto, fazer nesga com ele, imposturas com o verbo, desalinhar o encravado oculto, meter pasto no árido. Assim é O Conto modal”,  Potyguar Alencar,11Editora, Sp, 2015, ele  faz maquinações ambivalentes no texto, para suportar o pensamento, qu e, para dizer e não apenas assoletrar, oferece um indizível poético, permitindo demandas ao sentido de quem ler e crer. O cearense de Itapajé, acandangou-se em Brasília, Santa Maria, Distrito Federal, onde faz seu doutoramento em Antropologia.

Potyguara Alencar  caçou, experimentou a cultura e sua expressões na palavra e seu   discurso em que ler as cartas da razão desarrazoada dos povos e dai ser um estreante  bom  contista; coisas que o biografizam assim em par.

Com a Antropologia e sua mochila literária–  olhou, pesquisou territórios tradicionais pesqueiros e indígenas à movimentos sociais urbanos cairotas no Egito. É depois dessa organização de matérias etnografáveis que ele se chega ao encontro de uma “estética modal”-combinatória de unidades vivas de mundos, de suas significações e do atrevimento ficcional que afeite tudo isso em contos-poéticos e mesclagem de crônica .

...onde se nasça, que se nasça numa Apertada Hora.a hedra não tem resguardos,suores em salas de dar a luz e, embora, seja hedra, coisa hedra, que é um verde de alimentar calango rabudo, nao posso ficar distante do lajeiro que se apinha dela, do seu tema morfizante.hedra, coisa mesminha...(Hedra -Alencar,2015)

Poty, se  me permite, é um louco de juízo que ao descontruir sentidos e quebrando
 gêneros literários formula, quem sabe  uma poesia desconcertante :
E esse monte de pouca imagem do descontraído, de água e de pouca existência, dormida de corpo onde não se pode esperançar.(Alencar.2015)

E continua a quebra tudo, ponto ,parágrafo e todas as regras que surjam inconvenientes para a soltura do pensar e rabiscar e assim para mais fazer,  lá vai ele:
 Um doméstico
Não espere desde ontem, crie alguém. assim, convencido, qualquer um que se crie em casa será um de você com dentes militados. faça um apresamento de noite, trazendo alguém para a área coberta do quintal, e que possa surrá-lo até a incompreensão desse submetido,crie uma gente pessoa, um que seja um outro.esse ali.... .(Alencar.2015)
Não há mais o que falar dele, senão tomá-lo de vários goles e imergir sobre a sua  escrita de raio, alagaroba, cerca, ventania, olhos e precipitações de novos raios de um texto novo, absurdamente anelante de tapeçaria fina.





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