segunda-feira, 9 de julho de 2018

...A barbárie fascista que espreita, o Estado de exceção... Capturas do Face: Luciana Hidalgo


Acompanho Luciana Hidalgo pelo Face, tenho-a em alta conta, pois fala, escreve com lucidez sem maiores entreveros acadêmicos, mesmo com sua gorda titularidade de passagens pelos mais diversos meios acadêmicos.O seu post, um dos últimos é fantástico,e quase sempre todos são,mas  me chama atenção por  sublinhar o  fascismo- hoje recorrente e lambuzador entre algumas faixas sociais do  Brasil e o seu poder entronizado a fórceps, exatamente em procedimentos fascistas/O mundo já identificou muito bem  a ditadura- fascista- entre nós aquartelada no topo de Brasília e faz prosperar, repercutir e  exemplificar para seguidores entre a população  Leiam:


Paulo Vaasconcelos






Muitos jornais estrangeiros publicaram matérias sobre a nossa vergonha de ontem, o disse-me-disse público e patético da “Justiça” brasileira, bem ao estilo telenovelesco e bananesco que tem acabado com a nossa reputação no cenário internacional, impedindo qualquer recuperação econômica num mundo globalizado - mundo este ancorado numa credibilidade mínima das instituições democráticas. 
Quando um jornal importante como o francês Le Monde diz que "a peripécia de ontem propiciou
o espetáculo de uma justiça desorientada e cada vez mais desacreditada", é porque nem eles acreditam mais numa saída via democrática para o Brasil. Outro jornal francês, o Libération, chega a dizer que “em poucas horas o imbróglio judiciário criou uma confusão no Brasil, a três meses de uma eleição presidencial entre as mais incertas de sua História”. Ou seja, nem acreditam mais na eleição direta em outubro no Brasil. Não por acaso acordei pensando nesse cartaz que encontrei durante a pesquisa para o meu romance “Rio-Paris-Rio”. 
Circulou durante as manifestações de Maio de 68 em Paris e atualmente faz parte de uma exposição no Beaux-Arts, que conta a história por trás da produção frenética de material gráfico em 1968: entre um confronto e outro dos estudantes e trabalhadores com a polícia, entre uma barricada e um gás lacrimogêneo, formou-se um “ateliê popular” na prestigiosa Escola de Belas-Artes de Paris, que produzia diariamente esses pôsteres. Faziam mutirões de dia para decidir o conteúdo e imprimiam à noite. Esse é apenas um entre centenas de cartazes que passavam recados aos “vermes fascistas” sem censura. É triste, muito triste, olhar para um cartaz desse e saber que continua tão ou até mais atual do que há 50 anos, e que no Brasil foi às custas do linchamento de um ex-operário tornado presidente, um linchamento de uma violência jamais vista na História desse país, que se abriram as portas para a barbárie fascista que espreita, para o Estado de exceção que se impõe. Nada, nada, nada de bom pode surgir de um linchamento tão bárbaro. É algo intelectualmente, racionalmente óbvio, mas linchadores terão de aprender na carne, na economia ladeira abaixo, e salve-se quem puder.


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