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quarta-feira, 24 de março de 2021

Brasil | El Supremo Tribunal Federal declara la parcialidad del juez Sergio Moro en las condenas a Lula

 


FOTO POR BBC-BR https://bbc.in/3cgl69D


Impacto en Brasil: una jueza cambió su voto y declaran a Moro parcial en el proceso a Lula

La Segunda Sala del Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasil resolvió este martes que el exjuez Sergio Moro fue parcial en la condena del expresidente Luiz Inacio Lula da Silva en el caso del triplex de Guarujá. La decisión, tomada por 3 votos contra 2, se produjo luego de que la ministra Carmen Lúcia cambiara su voto, lo cual está permitido hasta el final del juicio; anteriormente, se había opuesto a las sospechas de Moro.

El equipo legal de Lula alegaba que Moro no fue imparcial al encabezar las investigaciones contra el expresidente. El STF invalidó decisiones claves de procedimiento en los casos contra Lula, cuyas condenas ya fueron anuladas este mes. Con sus derechos políticos restaurados, el expresidente ya ha agitado el panorama político de cara a la elección de 2022, al posicionarse como un fuerte rival de Bolsonaro, aunque aún no ha confirmado su candidatura.

Sin embargo, los casos contra Lula podrían ser juzgados nuevamente en un tribunal federal de Brasilia, basándose en las mismas pruebas. Una nueva condena, si se confirmara tras una apelación, podría marginarlo de las elecciones como lo hizo antes de la carrera de 2018. Ahora que el STF desestimó las pruebas en su contra, basándose en la imparcialidad de Moro, los casos contra Lula, así como contra decenas de otros políticos y líderes empresariales de alto perfil en prisión, probablemente comenzarían desde cero en la operación Lava Jato.

La Nación


Cármen Lúcia muda voto e STF declara Moro suspeito

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, alterou seu voto de 2018 no julgamento sobre a suspeição do ex-juiz Sergio Moro e entendeu que o então magistrado, no âmbito da Lava Jato, foi parcial na condução dos processos contra o ex-presidente Lula. Com isso, a Corte declara Moro suspeito por um placar de 3 a 2.

“Todo mundo tem direito a um julgamento justo, de um tribunal imparcial, com um juiz independente”, disse. No caso do Lula, em seu entendimento, houve “a quebra do direito de um paciente, que não teve direito a um julgamento imparcial”. Apesar de acolher o habeas corpus da defesa, ela considerou que Moro não deve pagar as custas dos processos.

A ministra evitou fazer críticas à Lava Jato – como fizeram Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, nesta terça e também na última sessão do julgamento, há duas semanas – e insistiu que seu voto tratava “deste paciente” em particular, referindo-se a Lula.

Antes de Cármen Lúcia, o ministro Kássio Nunes Marques, indicado por Jair Bolsonaro, trouxe argumentos contraditórios para defender que Moro não poderia ser considerado suspeito nos julgamentos do ex-presidente Lula. Segundo ele, “não basta que o juiz seja simpatizante de certas ideias” para ser considerado suspeito.

Mensagens hackeadas

Nunes Marques também se manifestou abertamente contra o uso jurídico das mensagens hackeadas dos procuradores da Lava Jato por Walter Delgatti, mesmo elas não estando no habeas corpus da defesa de Lula. Ele alegou diversas vezes que não poderiam usar no julgamento “provas obtidas por meios ilícitos” e ainda “fruto de crime” para declarar a suspeição de Moro.

E usou o discurso oficial da Lava Jato ao afirmar que, “mesmo que [as conversas] sejam lícitas, não é possível afirmar que sejam fidedignas”, pois “os diálogos podem ter sido alterados”. “Não podemos errar, como se supõe que errou o ex-juiz Sergio Moro”, disse. “Dois erros não fazem um acerto”, completou, numa espécie de garantismo seletivo do Judiciário.

Brasil 247


Reconhecer parcialidade de Moro fortaleceu sistema de Justiça no Brasil

É histórica e revigorante para o Estado de Direito e para o devido processo legal a decisão proferida hoje pela 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal, concedendo a ordem de habeas corpus que pleiteamos em favor do ex-presidente Lula em 05/11/2018 perante aquela Corte para reconhecer a suspeição do ex-juiz Sergio Moro (HC 164.493).

A quebra da imparcialidade pelo ex-juiz, tal como a incompetência da Justiça Federal de Curitiba, reconhecida por outra histórica decisão proferida em 08.03.2021 pelo Ministro Edson Fachin, sempre foi por nós sustentada, desde a primeira manifestação apresentada no processo, no longínquo ano de 2016. Em outras palavras, sempre apontamos e provamos que Moro jamais atuou como juiz, mas sim como um adversário pessoal e político do ex-presidente Lula, tal como foi reconhecido majoritariamente pelos eminentes Ministros da 2ª. Turma do Supremo Tribunal Federal.

Para percorrer essa trajetória na defesa técnica do ex-presidente Lula sofremos toda sorte de ilegalidades praticadas pela “lava jato”, algumas delas indicadas na própria decisão que reconheceu a suspeição do ex-juiz, como o monitoramento ilegal dos nossos ramais para que os membros da “operação” pudessem acompanhar em tempo real a estratégia de defesa.

Da mesma forma, o ex-presidente Lula, nosso constituinte, foi alvejado por inúmeras ilegalidades praticadas pelo ex-juiz Sergio Moro, em clara prática de lawfare, ou seja, por meio do uso estratégico das leis para fins ilegítimos. Os danos causados a Lula são irreparáveis, envolveram uma prisão ilegal de 580 dias, e tiveram repercussão relevante inclusive no processo democrático do país.

A decisão proferida hoje fortalece o Sistema de Justiça e a importância do devido processo legal. Esperamos que o julgamento realizado hoje pela Suprema Corte sirva de guia para que todo e qualquer cidadão tenha direito a um julgamento justo, imparcial e independente, tal como é assegurado pela Constituição da República e pelos Tratados Internacionais que o Brasil subscreveu e se obrigou a cumprir.

leia também-by BBC https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56503901

segunda-feira, 22 de março de 2021

Otras pandemias - Detrás de la noticia RT

segunda-feira, 8 de março de 2021

LULA LIVRE? OPERA MUNDI-Entrevistando Pedro Serrano: Tudo sobre a decisão de Fachin em favor de ...

LULA LIVRE ? E MORO? Decisão de Fachin que anulou condenações de Lula

 



                                                 Foto: Ricardo Stuckert

REVISTA FORUM -http://bit.ly/30mwg64

HÁ DE FATO LIBERDADE PLENA,NÃO CABE RECURSO-JOGO JUDICIÁRIO?

E FICA POR ISTO A PRISÃO DO EX-PRESIDENTE-E O SR.JUIZ MORO E SEUS CÚMPLICES

FICAM ISENTOS DE PENALIDADES? OU ESTE JOGO PRIVILEGIA MORO? A PGR-A PROCURADORIA GERAL DA REPÚBLICA JÁ PRODUZ FORMA RECURSAL POR HAVER SIDO UMA DECISÃO MONOCRÁTICA DE FACHIN.


Decisão de Fachin que anulou condenações de Lula quebra internet: 450 mil menções em uma hora

De acordo com levantamento da consultoria Arquimedes, a pedido da CNN-Brasil, os apoiadores do ex-presidente ocuparam 88% das citações

 

Paraguai tem 2ª noite de protestos contra presidente por falta de vacinas...Paraguaios dão exemplo ao Brasil

 



                                       FOTO- Folhapress.

País irmão fronteiriço tem um povo com mais 

valentia e força que o Brasil.

       LEIA ABAIXO - Matéria retirada de: http://bit.ly/3bpc9KQ  - O Liberal

Paraguai tem 2ª noite de protestos 

contra presidente por falta de vacinas


Por Agência Estado

07 mar 2021 às 16:21 • Última atualização 07 mar 2021 às 16:49

O presidente do Paraguai, o conservador Mario Abdo Benítez, enfrentou neste sábado, 6, uma nova noite de protestos, mesmo após ter pedido a todos os ministros que colocassem os cargos à disposição – quatro renunciaram. Na sexta-feira, manifestantes, em sua maioria jovens, já haviam se reunido no centro de Assunção pedindo sua renúncia em razão da má gestão da pandemia, sobretudo da falta de vacinas. No ato de sábado, a polícia dispersou com balas de borracha e gás lacrimogêneo um grupo que decidiu levar o protesto até a residência presidencial. Dez foram presos.

A gestão da pandemia pelo Ministério da Saúde tem sido contestada pela população em razão da demora na chegada de imunizante e da falta de medicamentos para tratar pacientes internados com a covid-19 nas Unidades de Terapia Intensiva. Até agora, 4 mil doses da vacina Sputnik V foram aplicadas em profissionais da Saúde, ou seja, menos de 0,1% da população foi vacinada. Ontem, chegaram 20 mil doses da Coronavac enviadas pelo Chile, governado pelo também conservador Sebastián Piñera.

A escassez causou os protestos, que se agravaram quando dois medicamentos usados para sedar os pacientes em UTI começaram a faltar em hospitais públicos do país. Com o aumento do número de casos de internados com covid, famílias passaram a vender pertences para comprar os medicamentos em farmácias particulares.

Com uma população de 7 milhões de habitantes, o Paraguai registrou mais de 160 mil casos de covid-19 e 3,2 mil mortes em decorrência da doença desde o início da pandemia do novo coronavírus. O país tem registrado números recordes de novos casos: nos últimos sete dias foram 115 novos casos a cada 100 mil habitantes.

Diante desse cenário e as manifestações, o ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, renunciou na sexta-feira depois que o Senado pediu que ele deixasse o cargo em meio ao agravamento da pandemia. Ainda na sexta, Mazzoleni admitiu que não poderia dar as datas exatas para a chegada de mais meio milhão de doses da vacina produzida na Rússia, além de 4,3 milhões de doses que chegarão pelo consórcio Covax, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ontem, os ministérios da Educação, da Mulher e da Casa Civil também tiveram confirmada a saída dos titulares.

Ainda na sexta, Mazzoleni admitiu que não poderia dar as datas exatas para a chegada de mais meio milhão de doses da vacina produzida na Rússia, além de 4,3 milhões de doses que chegarão pelo consórcio Covax, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Violência

A manifestação da noite de sexta-feira acabou em confrontos que deixaram um morto e ao menos 18 feridos. Imagens exibidas pela imprensa local mostraram pessoas feridas por balas de borracha disparadas por policiais, e agentes das forças de segurança atingidos por pedras lançadas por manifestantes. O núcleo dos distúrbios, uma área que inclui as sedes da Polícia Nacional, do Congresso e o Palácio do Governo, sofreu atos de vandalismo, e em alguns locais houve focos de incêndio. O grupo de manifestantes, calculado em cerca de 100 pela imprensa paraguaia, exige a renúncia de Abdo Benítez.

Crise de saúde

A convocação para o protesto da sexta-feira foi feita após o sindicato de enfermeiras e parentes de pacientes realizar nesta semana outras manifestações para denunciar a falta de suprimentos e materiais médicos nos hospitais públicos, especialmente entre os mais afetados pelo coronavírus.

Carlos Morínigo, pneumologista do Instituto Nacional de Doenças Respiratórias e Ambientais (Ineram), que concentra os pacientes mais graves com covid-19, disse que os hospitais “estão trabalhando muito” e que “a situação é complicada”. “Ainda mais complicado é porque não temos cabeça (ministro). Queremos que isso seja resolvido o mais rápido possível para trazer tranquilidade aos cidadãos”, disse o médico em declarações a jornalistas.

O Ministério da Saúde garantiu na sexta-feira o fornecimento de insumos para o tratamento de pacientes com coronavírus, segundo declarações de um porta-voz. A entidade informou que existem quase 300 pacientes em terapia intensiva e pediu à população que reduzisse as aglomerações sociais.

“Estamos em uma situação crítica. Não estamos falando em reverter as fases de quarentena, mas vamos evitar multidões. É a única coisa que pode nos salvar do colapso do sistema de saúde”, alertou Hernán Martínez, porta-voz do ministério. (Com agências internacionais)

domingo, 7 de março de 2021

A era do assassinato social - Outras Palavras

 


Foto por   http://bit.ly/3qp7xbK

Outras Palavras nos leva a pensar o projeto do assassinato social planejado- o homem é seu maior inimigo,a civilização-como foi engendrada  mostrou-se maior que a BARBÁRIE.Os homens, em especial a ELITE-FINANCEIRA MUNDIAL DIZIMOU O HOMEM.LEIAM


A era do assassinato social

Não é negligência, nem fracasso. É um crime; escolha consciente de uma oligarquia global movida por ética de narcisismo e indiferença. A opção é a revolta – não só pelo que pode realizar, mas pelo que nos permite ser. Nesse devir, há esperança


Por Chris Hedges, no ScheerPost |Tradução: Simone Paz |Ilustração: Mr. Fish

Os dois milhões de mortes — resultado de uma péssima gestão da pandemia global pela elite governante –, estão prestes a ser ofuscados pelo que vem a caminho. A catástrofe global que nos espera, já inserida no ecossistema devido ao nosso fracasso em restringir o uso de combustíveis fósseis e da pecuária industrial, pressagia novas pandemias mais mortais, migrações em massa de bilhões de pessoas desesperadas, queda na produção das safras, fome geral e o colapso dos sistemas

A ciência que vem elucidando essa morte social é conhecida pelas elites dominantes. A ciência que nos alertou sobre esta pandemia, e sobre as outras que virão, também é conhecida pelas elites governantes. Assim como a ciência que denunciou que o fracasso em deter as emissões de carbono levará a uma crise climática e, em última instância, à extinção da espécie humana e da maioria das outras espécies, é conhecida pelas elites dominantes. Elas não podem alegar ignorância. Apenas indiferença.

Os fatos são incontestáveis. Cada uma das últimas quatro décadas foi mais quente do que a anterior. Em 2018, o Painel Internacional das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas divulgou um relatório especial sobre os efeitos sistêmicos de um aumento de 1,5ºC nas temperaturas. Trata-se de uma leitura muito sombria. O aumento vertiginoso da temperatura — já estamos a 1,2ºC acima dos níveis pré-industriais — é um fato real no sistema, o que significa que mesmo se interrompêssemos todas as emissões de carbono hoje, ainda enfrentaríamos uma catástrofe. Qualquer coisa acima de um aumento de temperatura de 1,5ºC tornará a Terra insuportável. Espera-se que o gelo do Ártico derreta junto com a camada de gelo da Groenlândia, independentemente de quanto reduzirmos as emissões de carbono. Uma elevação do nível do mar em sete metros ocorrerá assim que o gelo terminar de derreter; isso significa que todas as cidades e vilas costeiras ao nível do mar terão que ser evacuadas.

Roger Hallam, cofundador do Extinction Rebellion, cujos atos não-violentos de desobediência civil em massa oferecem a última e melhor chance de nos salvarmos, explica a questão neste vídeo:[leia toda matéria, veja vídeo em : http://bit.ly/3qp7xbK

sábado, 27 de fevereiro de 2021

GENOCÍDIO - COVID19- A MORTE COMANDA O BRASIL- HOLOCAUSTO

 

                                           FOTO https://bit.ly/2ZXArFa  MANAUS

Estamos no ápice,SENÃO ALÉM, da Crise do COVID19, na maior cidade da América Latina,São Paulo,capital -12,33 milhões de população.

E EM TODO BRASIL SIM! ESTAMOS NO CAOS HOLOCAÚSTICO!

ULTRAPASSAMOS NO PAÍS 250.000 MORTES MÉDIA MOVEL ACIMA DE 1000

AS INFORMAÇÕES DE CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO NÃO BATEM. SÃO DESENCONTRADAS.

O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DE SP OFERECE SÓ 3 HORAS PARA DADA FAIXA ETÁRIA SE VACINAR , E SE NAO O FIZER FICA PARA O FINAL, SE HOUVER AINDA VACINAS.

NÃO HÁ UM CALEDÁRIO DE VACINAÇÃO.OS POSTOS DE SAÚDE NÃO SABEM INFORMAR,SENÃO A FAIXA ETÁRIA DO DIA. A MÍDIA NÃO FAZ CAMPANHA INTENSA,TIPO DE MEIA E MEIA HORA:  FALAR DO CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO-LOCAIS SOBRAS, COMO SE CADASTRAR ETC.REFIRO-ME AS TVS E RÁDIOS,CARROS DE SONS,AGORA POR QUÊ ISTO?  NÃO HÁ VACINAS EM ESTOQUE .NEM PRESIDENTE E MINISTRO DA SAÚDE NO PAIS.

OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE EM PÂNICO DE EXAUSTÃO-MÉDICOS,ENFERMEIROS TÉCNICOS,ENFIM TODO UM CORPO QUE ESTÁ POR TRÁS DOS HOSPITAIS,UBS,POSTOS,AMAS ,PA,PS.

PLANOS DE SAÚDE EM POlVOROSA!

DESGOVERNO GENOCIDA-HOLOCAUSTO.

NÃO HÁ FALA OFICIAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE O MESMO ASSUNTO.

A  AV PAULISTA NÃO TEM FAIXA, OU OUTRO QUALQUER SUPORTE VISUAL AO LONGO DO SEU TRAJETO,MUITO MENOS CORREDORES DE PASSAGENS DE CARROS nos bairros e periferias. NÃO HÁ AVISOS NO METRO,TRENS, RODOVIÁRIAS, TERMINAIS DE ÔNIBUS E AEROPORTOS, NADA, NADA.

INSTITUTO PASTEUR COM TELEFONE SEM ATENDER ,PARA AO MENOS ORIENTAR, JÁ QUE NÃO VACINA.CAOS, CAOS GENOCIDA. Á NÃO HÁ UMA FAIXA,AVISANDO CALENDÁRIO E POSTOS, TEM UMA PEQUENA FAIXA NA ENTRADA  INFORMANDO QUE NÃO FAZ VACINAÇÃO, MAS NÃO MENCIONA COVID19.



PAÍS EM PÂNICO,OUTRAS MANAUS VIRÃO.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

CRIME SANITÁRIO -INSTITUTO PASTEUR EM SÃO PAULO DEVERIA SER posto de vacinação COVID-19 E POR QUÊ NÃO É?

FOTO POR-mapio.net por google



INSTITUTO PASTEUR-Av. Paulista, 393 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 01311-000
FOTO POR WIKIPEDIA




 

CRIME SANITÁRIO-INSTITUTO PASTEUR SP- IMÓVEL DEDICADO A VACINAÇÃO E QUE ATÉ POUCO TEMPO FAZIA , NÃO FAZ MAIS -CRIME DO SR DORIA E PSDB-CUPINS INFESTANDO A CASA- FORAM REMOVIDOS-? PODERIA ATENDER MILHÕES DE PESSOAS A VACINAR-NOS TRÊS PONTOS E PORTAS QUE TEM:

1- NA PAULISTA- (CALÇADA AMPLA QUE PERMITE DISTANCIAMENTO)

2-MARIA FIGUEIREDO (CALÇADA AMPLA E SEM FLUXO QUE PERMITE DISTANCIAMENTO)

3-ALAMEDA SANTOS.(CALÇADA AMPLA E SEM FLUXO QUE PERMITE DISTANCIAMENTO)

O PRÉDIO ESTÁ A 10 METROS,OU MENOS, DO METRO BRIGADEIRO COM QUATRO BOCAS DE SAÍDAS ,TODAS DANDO ACESSO AO INSTITUTO..

INSTALADO NO PRINCIPAL CORREDOR DA CIDADE QUE LIGA NORTE -noroeste -A SUL E COVERGE LESTE OESTE.

ALÉM DE SER ZONA HOSPITALAR E DE GRANDES AJUNTAMENTOS COMERCIAIS, UNIVERSIDADES, BANCOS, MAGAZINES CENTROS COMERCIAIS OU SEJA SHOPPINGS CENTERS.

COMO PODE ESCONDER O CASARÃO PARA ESTA FUNÇÃO DE VACINAÇÃO EM PONTO ESTRATÉGICO TENDO EM SUA FRENTE ESTAÇÃO DO METRO BRIGADEIRO E CENTENAS DE LINHAS DE ÔNIBUS.ALÉM DISSO AGREGA CONJUNTOS DE: HOSPITAIS,CLÍNICAS, PRÉDIOS DE APARTAMENTOS RESIDENCIAIS EM SUAS IMEDIAÇÕES-C CESAR-PARAÍSO, BELA VISTA E VILA MARIANA, CONTENDO UMA POPULAÇÃO NAS MAIS DIVERSAS FAIXAS ETÁRIAS.LOCAIS PARA ESTACIONAMENTO E TAXIS A VONTADE.


POR QUÊ ESTA DESFEITA SENHOR GOVERNADOR,HEIN?



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Entenda o 'pacto secreto' entre Google e Facebook que virou alvo de investigação

 


FOTO POR http://bit.ly/3cL9UT3

A animosidade e bestificação do ou da GOOGLE junto ao FACEBOOK nos tornam imbecis diante de  milhões de artimanhas, desde a invasão de privacidade, uso de dados e proliferação de Fake News. São ações inúmeras, artimanhas para vender e lucrar. Gmail oferece espaço, mas o preenche com e-mails propagandísticos para diminuir armazenamento e você ter que comprar   espaço à eles. O FACE ESCONDE o uso que você faz de sites de venda de produtos  desenhando, mapeando seu perfil de consumidor e, logo, enche sua tela de publicidade. Nada pode ser lido, como noticias etc. pois os anúncios encobrem...censura pura descarada. Estes são os novos colonizadores do espaço no mundo, e o homem se bestifica  tornando-se um um escravo da besta totalmente inerte. do CAPITAL. Há inúmeras pandemias enoveladas juntos, o capital que decepa a natureza e faz proliferar vírus e bactérias, a politica  virótica, não democrática, suplantada pelo econômico e o homem dizimado.

O portal Terra nos oferece a matéria abaixo, bom ler:    http://bit.ly/3tzJoC4


Entenda o 'pacto secreto' entre Google e Facebook que virou alvo de investigação

Documentos judiciais indicam que o Google ofereceu ao Facebook um sedutor acordo de parceria na área de publicidade digital

25 JAN2021
05h10




Em 2017, o Facebook afirmou que estava testando uma nova maneira de vender anúncios online que poderia ameaçar o controle do Google sobre o mercado de publicidade digital. Menos de dois anos depois, porém, o Facebook mudou radicalmente de planos e afirmou que estava se juntando a uma aliança de empresas em apoio a uma iniciativa similar do Google. Agora, detalhes dessa mudança de rota vieram à tona.


 Evidências apresentadas em um processo com base em leis antitruste, apresentado por 10 procuradores-gerais estaduais no mês passado, indicam que o Google ofereceu ao Facebook, seu principal rival na disputa pelos dólares da publicidade, um sedutor acordo de parceria.

Detalhes do pacto, com base em documentos que o gabinete do procurador-geral do Texas afirmou ter descoberto como parte do processo multiestadual, foram ocultados na denúncia apresentada à Justiça federal do Texas, no mês passado. Mas eles não ficaram ocultos em uma minuta da denúncia, à qual o New York Times teve acesso.

Executivos de seis das mais de 20 empresas que integram a aliança afirmaram ao New York Times que seus acordos com o Google não incluíram muitos dos generosos benefícios que o Facebook recebeu, e também que a gigante das buscas teria oferecido à companhia de Mark Zuckerberg uma significativa vantagem em relação ao restante das empresas.


Os executivos, que conversaram com a reportagem sob a condição de anonimato para evitar colocar em perigo suas relações comerciais com o Google, também disseram que não sabiam que a companhia tinha garantido tamanhas vantagens ao Facebook. A clara disparidade no tratamento oferecido pelo Google às suas empresas em comparação ao tratamento dado ao Facebook nunca havia sido mostrada.

A revelação do pacto entre as duas gigantes da tecnologia aumentou as preocupações com o hábito das companhias do setor de se juntarem para bloquear a concorrência. Frequentemente, acordos desse tipo trazem consequências, definindo vencedores e perdedores em diferentes mercados de serviços e produtos de tecnologia. Eles são estabelecidos de maneira privada, com os principais termos ocultos por cláusulas de sigilo.

LEIA MATÉRIA COMPLETA :http://bit.ly/3tzJoC4

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

“Educar sobre a tecnologia é a única maneira de preservar a liberdade”. Entrevista com Serge Tisseron

 


                                         Serge Tisseron Crédits : Radio France
Foto por UNISINOS   


O Instituto Humanitas UNISINOS- adital- nos oferece uma matéria( http://bit.ly/2NGjVGH ) já advinda de outra mídia-(Débora Campos, publicada por Clarín-Revista Ñ, 22-01-2021. A tradução é do Cepa-) e vale que nos debrucemos sobre a mesma.

Perdemos dia a dia o sentido humano fomos engolidos pouco a pouco pela tecnologia que nos desumanizou,somos paridos pelo modus technos.



O Prof.Roberto Romano Da Silva,via facebook, é que nos alertou com seu post.Vale ler!

Segue abaixo-


“Limitemos o tempo que as crianças passam na frente das telas”, propôs o psiquiatra e doutor em psicologia Serge Tisseron, há duas décadas. Seus estudos de campo foram a base sobre a qual foram fundadas as restrições às transmissões dirigidas a bebês e crianças pequenas na televisão francesa, como a decisão do Ministério da Saúde de ordenar, em 2008, que todos esses programas apresentassem uma advertência.

Mas então, veio a Covid-19 e as escolas do mundo ficaram presas a esses mesmos tabletscomputadores e celulares. Poucos dias antes de participar da Noite das Ideias, o intelectual, que é pesquisador principal da Universidade Paris VII - Denis Diderot, refletiu em uma conversa virtual sobre o vínculo entre tecnologia e dispositivos: “Só pode haver educação sobre a tela, caso haja partilha”, adverte.

A entrevista é de Débora Campos, publicada por Clarín-Revista Ñ, 22-01-2021. A tradução é do Cepat.

Eis entrevista.

Há pelo menos 20 anos você reflete sobre a influência das telas nas pessoas (especialmente crianças). Seu livro “Enfants sous influencia: les écrans rendent-ils les jeunes violents?” foi publicado no ano de 2000. Por que não queremos ouvir?

Em primeiro lugar, porque as telas oferecem um grande serviço aos pais. Em muitas famílias, os avós não estão mais presentes para cuidar quando o pai ou a mãe não estão disponíveis para o filho, seja por motivos de trabalho, lazer ou manutenção da vida social dos filhos. A tela se torna, assim, uma nova babá.

E a segunda razão é que todos nós somos absorvidos por essas telas. E só pode haver educação sobre a tela, caso haja partilha. Começando pela participação nas refeições em família sem televisão, tablet ou smartphone para transformá-las em momentos de troca na convivência, e nunca levando o celular para o quarto à noite, pois a tentação de usá-lo, para um adolescente, é obviamente grande demais! Em resumo, muitas vezes é o bom exemplo que nossos filhos sentem falta e é o mais difícil de dar.

Você explica que, diante de um filme, os adultos distinguem entre ficção e realidade, mas que as crianças não interpretam as imagens que recebem da mesma forma. O que se passa na cabeça das crianças?

Nas crianças, as emoções são o principal problema. Para controlá-las são usadas as regiões do cérebro que ainda não estão maduras nessas idades iniciais. Por isso, experimentam as imagens com maior intensidade, não conseguem controlar suas emoções e são esmagadas por elas. É isso que as deixa ansiosas. Mas não há mais confusão entre fato e ficção nelas do que nos adultos.

Os consoles de jogos funcionam hoje como um ponto de encontro entre as crianças, um espaço de socialização e troca, como antes podiam ser as praças. O que essa mudança significa para a psique e as emoções de uma criança?

Como no passado, as crianças que usam ferramentas digitais podem brincar sozinhas ou juntas e se envolver em jogos repetitivos ou criativos. Existem algumas atividades na tela que são apaixonantes e criativas e outras que não são nem socializantes, nem criativas. Tudo depende dos jogos e das formas de jogar. Um jogador sempre usa duas formas de interação em proporções variadas. Com interações sensoriais e motoras, monitora o aparecimento de certos objetos na tela para fazê-los desaparecer, apreendê-los ou classificá-los. Essas interações hiperativas cansam a atenção e afastam a atividade mental de prever e planejar um "programa" ou "mapa de rota".

Nas interações narrativas, por outro lado, a preocupação narrativa é central: o jogador pensa antes de agir. O modelo para tais jogos seria El libro del que eres el héroe (NDR: uma coleção criada em 1984 pela editora Gallimard comparável à coleção Elige tu propia aventura). Essa forma de jogar pode ajudar os jogadores a aprender a controlar certas formas de ansiedade, dar forma simbólica à sua agressividade, explorar vários registros de identidade e aprender a trabalhar em equipe. Incentiva o jogador que é convidado a falar de seu jogo.

Você é o impulsionador da campanha 3-6-9-12 para vincular as telas às crianças. Como isso se aplica na França?

A campanha foi elaborada tanto para ensinar nossas crianças a usar telas como para ensiná-las a abrir mão delas. Para isso, propomos três princípios pedagógicos: alternância (para favorecer atividades com e sem telas), acompanhamento (conversar com a criança sobre o que ela faz e sobre o que vê nelas) e autonomia de aprendizagem (favorecer a autorregulação, fomentando a espera).

O resultado são quatro dicas para todas as idades: escolher juntos programas de qualidade, limitar o tempo de tela, conversar com a criança sobre o que ela faz e vê nas telas e fomentar as práticas criativas. Os conselhos adaptados para cada idade, centrados em crianças de 3, 6, 9 e 12 anos, completam essas dicas gerais. Trabalhamos com pais, filhos e profissionais. Temos um site (www.3-6-9-12.org) e nossos pôsteres estão traduzidos para 13 idiomas.

A pandemia de Covid fez com que, ao menos na Argentina, as aulas passassem para a modalidade virtual, ao longo do ano letivo de 2020. Como é possível dosar a chegada das telas na vida das crianças, se a própria escola, agora, só tem espaço em uma tela?

O problema é que, ao menos na França, durante o confinamento, não houve um ensino realmente pensado para o remoto. Houve apenas um distanciamento do ensino tradicional. Mas o ensino tradicional não somente é inadequado para a educação a distância, como também para o desenvolvimento das crianças. O ensino deve priorizar o trabalho colaborativo, cada vez mais esperado pelos empregadores, a tutoria entre os alunos, o corpo, os sentidos e as oito formas complementares de inteligência disponíveis para todo ser humano.

Para isso, os professores devem desenvolver a pedagogia de aula invertida e de projeto. A autonomia, a curiosidade e a adaptabilidade da criança devem nortear todos os projetos. Somente se essa revolução pedagógica ocorrer, a tecnologia digital poderá crescer na escola. Caso contrário, corre-se o risco de esconder outros imperativos, mesmo que tenha um lugar essencial para ocupar.

Disse em uma entrevista, em 2002: “Na minha opinião, a nossa relação com as imagens é o grande desafio do início do terceiro milênio, porque a natureza das imagens mudou completamente com o nascimento do virtual e somos obrigados a mudar de paradigma”. Quase duas décadas depois, é claro que o paradigma é outro. O que imaginou há 20 anos e quais fatores dessa transformação surpreenderam você?

Pude ver a crescente importância das imagens em nossas vidas, mas não havia previsto as mídias sociais e o desenvolvimento de algoritmos que eram cada vez mais capazes de nos seguir em todos os lugares e guiar nossas escolhas. As empresas digitais estão construindo um modelo de governança que tornam as relações de poder invisíveis. Pegam nossas informações mais insignificantes, agrupam, cruzam e analisam para nos persuadir a ficar mais tempo em um jogo ou plataforma, para comprar ou acreditar em coisas novas.

Para que os usuários possam gerir melhor os efeitos positivos das telas e reduzir os seus efeitos negativos, os programadores dos algoritmos de apoio à decisão precisam ser obrigados a produzir, além dos resultados esperados, elementos de explicação. Somente consumidores informados podem controlar suas escolhas. Educar os consumidores, desde a infância, sobre tecnologia digital e as estratégias de algoritmos é a única forma de preservar sua liberdade e democracia.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

A Teologia da Libertação e seu necessário retorno-OUTRAS PALAVRAS

 


 Imagem: 15ª Estação da Cruz da América Latina, de Adolfo Pérez Esquivel

 

 

 

 Outras Palavras relembra e aponta quando a ação necessária- entre :religião - política e o povo

 Na ditadura, religiosos rebeldes acercaram-se das lutas diárias do povo, questionando as causas da desigualdade. Foram perseguidos. Como seu recuo abriu espaço para o sequestro da fé pela ultradireita. Por que é preciso resgatar sua prática

 

OutrasPalavras
 
 
 

Qual a conexão entre o declínio da Teologia da Libertação e a ascensão dos grupos de extrema direita no Brasil? É fácil identificar o elo entre estes dois fatos observando o caso do estado do Rio de Janeiro. Basta ver que foi lá que o Presidente Bolsonaro galgou a sua ascensão política como deputado federal antes de chegar à presidência, que o prefeito carioca é um bispo da Igreja Universal e o governador em exercício é um cantor gospel oriundo da Renovação Carismática Católica. A Arquidiocese do Rio de Janeiro nunca apoiou a Teologia da Libertação como aconteceu em outras dioceses e arquidioceses brasileiras, abrindo um vazio nas periferias que foi tomado por grupos religiosos conservadores e que teve como resultado a perda de fiéis para as igrejas neopentecostais. Várias lideranças destas novas denominações estão envolvidas com políticos da extrema direita, utilizando um discurso moralista para ganhar votos para seus aliados. O mesmo fenômeno não aconteceu de forma tão drástica onde a Igreja Católica manteve e ainda mantém uma presença nas lutas diárias do povo, a exemplo de vários estados do Norte e do Nordeste ou em certas áreas da periferia da cidade de São Paulo.

Há 50 anos o padre belga José Comblin (1923-2011) lançou o seu livro Théologie de la Révolution. No ano seguinte seria lançado o livro seminal Teología de la liberación pelo padre peruano Gustavo Gutiérrez. Alguns teólogos e teólogas protestantes também publicaram livros na mesma linha naquele mesmo período. Um planeta que se urbanizava e uma juventude que clamava por mudanças (clamor que explodiria no final dos anos sessenta), pedia novas reflexões sobre o pensar teológico e o papel das igrejas em um mundo que se reconfigurava religiosa e politicamente. No meio de todas estas mudanças, uma pergunta começava a circular no meio religioso da América Latina: Por que o continente com o maior número de cristãos é tão desigual economicamente? Se somos todos irmãos e irmãs como pregam as igrejas, há algo que não está sendo bem equacionado nesta irmandade supostamente de iguais, concluíam muitos dos que se aprofundaram neste questionamento.

Os protagonistas das ações de caridade da Igreja Católica não questionavam o que levava a milhões de pessoas a dependerem dos seus hospitais, escolas, orfanatos e casas de assistência com distribuição de comida. Aos poucos, isso foi mudando. No Brasil, por exemplo, um bispo começou a pensar diferente e criar inimigos dentro da elite carioca, cidade onde exercia o cargo de bispo auxiliar. O cearense dom Helder Câmara, sob certa influência do advogado católico Sobral Pinto e da Ação Católica da França, começou a mudar as opiniões integralistas que carregava desde a juventude. Além de ajudar a organizar a Ação Católica no Brasil, dom Helder repensou o seu papel como prelado na sociedade e como o seu poder poderia ajudar aos mais pobres. Este primeiro momento ainda estava no limite da caridade, mas já incomodava muitos fiéis católicos ricos da capital fluminense. Com a sua mudança para a cidade do Recife, que coincidiu com o início da ditadura civil-militar, as suas posições se direcionaram para a oposição ao regime autoritário com a denúncia sobre as arbitrariedades cometidas pela ditadura contra as prisioneiras e os prisioneiros políticos (não importando para ele se eram crentes ou ateus) e a luta por justiça social. Não à toa, dom Helder é o Patrono Brasileiro dos Direitos Humanos.

Quanto as outras igrejas, o vento também começava a soprar em direções diferentes. Em 1962, aconteceu na cidade do Recife o encontro Cristo e o Processo RevolucionárioBrasileiro, patrocinado por algumas Igrejas Protestantes. Influenciados por teólogos e teólogas de suas igrejas irmãs na Europa e nos Estados Unidos, estas instituições tinham fiéis que também vinham questionando a desigualdade entre os brasileiros. Alguns deles começaram, inclusive, a despontar como lideranças no campo das lutas sociais, como o presbiteriano João Pedro Teixeira, líder das Ligas Camponesas na Paraíba que seria assassinado em 1962 por causa de sua luta por reforma agrária.

Não há dúvida de que sem a Teologia da Libertação o processo de repressão durante a ditadura civil-militar teria sido ainda pior. O compromisso de parte da hierarquia contra o regime ditatorial surpreendeu os militares que não perceberam a profundidade das novas ideias que estavam sendo semeadas desde a década anterior. Um dos resultados da oposição à ditadura foi o projeto Brasil: nunca mais, liderado pelo cardeal de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, pelo Rabino Henry Sobel e pelo Pastor Presbiteriano Jaime Wright. Juntos, eles lideraram uma equipe que produziu um relatório com denúncias sobre o que estava acontecendo nas prisões brasileiras com torturas, desaparecimentos e várias outras formas de repressão aos opositores dos militares. O relatório foi muito importante para documentar a opressão sofrida pelas vítimas.

Nos anos setenta as comunidades religiosas começaram a sair dos conventos e dos seminários. Esta ida para o mundo externo resultou no fortalecimento das Comunidade Eclesiais de Base, as famosas CEBs. Elas reuniam milhões de pessoas em pequenos grupos para a leitura e reflexão da Bíblia à luz da realidade social em que seus participantes viviam e isso proporcionou a formação do senso crítico sobre as opressões sofridas no mundo rural e nas periferias das grandes cidades de um número incontável de pessoas. Não fosse pelas CEBs, elas talvez nunca tivessem como receber toda aquela formação política. Era um lugar onde as pessoas podiam opinar sobre os problemas das comunidades onde viviam. Assumiam cargos nas coordenações e direções de diversas pastorais e, para a maioria, era a primeira vez que tinham os seus talentos para a liderança reconhecidos. De certa maneira, a Teologia da Libertação é uma Teologia da Prosperidade. Porém, não a prosperidade do Ter, mas sim a prosperidade do Ser de forma integral. As pessoas se sentiam reconhecidas como seres humanos e não apenas como mão de obra. Lá elas eram pessoas inteiras e não apenas donas de casa, trabalhadores da construção, empacotadeiras, desempregados, cortadores de cana ou empregadas domésticas. Nas CEBs esses trabalhadores e trabalhadoras se tornavam artistas, lideranças comunitárias, aprendiam sobre os seus direitos e algumas destas pessoas desembocaram na luta política partidária por perceberem que o poder institucional também lhes pertencia.

Os resultados positivos são imensuráveis para a população brasileira. Foi nas CEBs que surgiram muitas lutas que germinaram em movimentos sociais e que resultaram em ganhos concretos. Também não há dúvida de que não teríamos uma onda de governos progressistas nas últimas décadas com as vitórias dos candidatos Lula (Brasil), Rafael Correia (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Evo Morales (Bolívia) e Jean-Bertrand Aristide (Haiti) sem a influência desta corrente teológica. Ela também influenciou religiões não cristãs como podemos ver pela corrente do Budismo Engajado e os grupos mulçumanos na Europa e nos Estados Unidos preocupados com as liberdades individuais e o meio ambiente.

Tamanha influência da Teologia da Libertação começou a chamar a atenção ainda no final dos anos sessenta. Otto Maduro conta em seu livro Religião e luta de classes, como órgãos e governos internacionais de direita financiaram estudos sobre a movimentação de algumas lideranças das igrejas na América Latina por já estarem preocupados com o discurso anticapitalista que começava a permear as pregações religiosas. Claro que o ataque viria em algum momento. A partir dos anos setenta, as acusações na grande mídia contra as lideranças pró-Teologia da Libertação começaram a tomar as páginas dos jornais e das revistas de alcance nacional. Nos anos oitenta, os ataques se intensificaram até que, na década de noventa, esta corrente começou a sofrer a perda de influência nas igrejas como resultado da chegada ao poder de lideranças conservadoras. A Teologia da Libertação sempre foi um empecilho para os grupos opressores porque possibilitava a formação política das pessoas oprimidas e isso podia impedir que esses grupos permanecessem no poder que gozam até hoje. Claro que nem tudo era perfeito. A centralização de poder nas CEBs por parte de alguns ou o aproveitamento político por parte de outros fez parte da jornada dos grupos. Mesmo a ideia repetida por alguns líderes religiosos de que eram “a voz de quem não têm voz”, frase muito difundida durante o auge da Teologia da Libertação, mostra uma certa soberba perante os mais pobres, pois eles têm a sua voz, mas esta não é levada em conta. Somando estas e outras questões, isto não diminui em nada a sua importância.

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