REDES

domingo, 31 de julho de 2011

Morre Estamira, personagem-título de premiado documentário brasileiro



Ela estava internada desde terça (26), no Hospital Miguel Couto, no Rio.
Filme dirigido por Marcos Prado mostrou cotidiano da catadora de lixo.

Do G1 RJ

Estamira Gomes de Sousa, personagem-título do premiado documentário brasileiro "Estamira", morreu no início da noite desta quinta-feira (28), no Rio.
Segundo a Secretaria municipal de Saúde, Estamira, de 70 anos, estava internada no Hospital Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul da cidade, desde a última terça-feira (26) e morreu com consequência de uma septicemia (infecção generalizada).
Marcos Prado, diretor do documentário, falou sobre o convívio com a catadora de lixo, que também era diabética, e que há mais de 20 anos trabalhava no aterro sanitário em Gramacho, localizado no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
"Foi fascinante. Ela era quase que uma profetisa dos dias atuais, uma pessoa muito legítima. Jamais montamos suas frases na edição. Todos os discursos incluídos no filme são contínuos. Ela acreditava ter a missão de trazer os princípios éticos básicos para as pessoas que viviam fora do lixo onde ela viveu por 22 anos. Para ela, o verdadeiro lixo são os valores falidos em que vive a sociedade", comentou Prado.
Ernani, um dos três filhos deixados por Estamira, ainda não sabe exatamente qual será o destino do corpo da mãe. "Estamos querendo fazer o sepultamento no Cemitério do Caju, onde minha avó foi enterrada, mas ainda não tive muito tempo para resolver essas coisas. Por isso, não sei quando será o enterro".
Negligência
Tanto Ernani quanto o diretor Marco Prado, que ajudou na internação da catadora, acusam o hospital de negligência. "Ela foi inadequadamente atendida. Ficou literalmente abandonada nos corredores do hospital sem nenhum tipo de atendimento, só com o filho como testemunha. E isso quando já existia o diagnóstico de infecção generalizada. A indignação é grande. E é triste saber que outras Estamiras vão morrer pelo mesmo descaso", destacou o cineasta.
Procurada pelo G1, a Secretaria municipal de Saúde negou as acusações e afirmou que em momento algum a paciente foi acomodada em um dos corredores do hospital, onde, segundo a administração da unidade, é proibido internar pacientes.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Beatriz Rondon

Vejam o que faz esta mulher disfarçada de protetora da Ecologia.Cliquem no título e vá a matéria e vídeo.

Começou o declínio do império?




Por UNISINOS


Parece que nada mais resta para os norte-americanos do que um cenário de austeridade que questiona o seu estilo de vida e alimenta riscos de tensões sociais e políticas. O comentário é de Mario Rapoport e Noemí Brenta, autores do livro Las grandes crisis del capitalismo contemporáneo (sem tradução para o português), em artigo para o Página/12, 25-07-2011. A tradução é do Cepat.

Eis o artigo.

Começou o declínio do império? É muito cedo para afirmar, mas o modelo econômico dos Estados Unidos, com sérios problemas, parece ter encontrado seu limite e se encaminha para um doloroso ajuste. O déficit fiscal dos EUA retornou na primeira administração de George W. Bush, após o superávit herdado de Clinton. O aumento do déficit com Bush está associado ao gasto militar, que passou de 371 a 735 bilhões entre 2000 e 2008 e aos cortes de impostos para os ricos.

Desde a crise do subprime, a transferência para a área social necessária para atender parcialmente o desemprego e a pobreza aumentou o gasto público; mas aumentou ainda muito mais com os planos de resgates de Bush e Obama de 700 e 900 bilhões de dólares, respectivamente, para os bancos e empresas em dificuldades. Para piorar, a recessão reduziu a arrecadação de impostos em 2008 e 2009, agravando o déficit fiscal. Embora em 2010 o produto dos EUA tenha crescido 2,9 por cento, o desemprego é superior a 9 por cento, um nível muito alto em um país com baixa proteção social, ao mesmo tempo umas 200 mil famílias por mês perderam suas casas pelo não pagamento de suas hipotecas.

As receitas do governo federal em 2010 chegaram apenas a três quartos de suas despesas, o déficit acumulado e o aumento contínuo da dívida pública, que desde maio excedeu o máximo autorizado pelo Congresso chegou a 14,3 trilhões dólares, equivalente ao produto bruto estadunidense. Ainda que Obama consiga negociar colocando em marcha o ajuste das contas públicas, reduzindo o gasto com programas sociais e aumentando os impostos (menos isenções para os ricos e, provavelmente, um IVA nacional), o resultado imediato dessas medidas será a redução da produção e do emprego com risco de agravamento dos conflitos sociais.

Contudo, esse seria o “melhor cenário”, supondo que o ajuste realmente funcione e reduza o déficit, ou seja, que a reforma tributária compense a queda de arrecadação. Lembramos que quando em setembro de 2001 o governo argentino apresentou o “déficit zero”, a arrecadação de impostos baixou uns 30 por cento no trimestre posterior, aumentando o déficit fiscal e o produto interno em 11 por cento. O sofrimento humano foi ofertado no altar dos credores como prova da vontade de se pagar a qualquer custo, mas essa estratégia não trouxe recompensas para o bem estar geral e tampouco evitou o default. Até aqui, nada de novo sob o sol.

O Federal Reserve tampouco pode continuar injetando dólares em quantidade como vinha fazendo até agora, não apenas porque os juros são quase zero, mas também porque, por outro lado, os dólares emitidos se voltam contra os títulos do Tesouro, que são por sua vez dívida pública. A superliquidez em dólares alimenta bolhas nos mercados especulativos mundiais, entre eles, os de matérias primas (que sobem, além disso, por outros fatores) debilitando o dólar e este é um é um dos objetivos procurado pelo governo dos EUA, já que melhora a competitividade de suas exportações e encarece suas importações, aliviando também o déficit do comércio exterior desse país. Mas o principal mercado dos Estados Unidos que é a União Europeia também se encontra com problemas e a principal moeda contra a qual o dólar precisa se enfraquecer, que é euro, tampouco consegue “ficar de pé”, e até mesmo a sua sobrevivência está ameaçada. Tudo isso configura um terreno de fortes turbulências no sistema monetário internacional.

Durante trinta anos, os Estados Unidos subsidiaram o crédito não apenas do aumento do consumo das famílias – que se endividaram enquanto caia sua renda e agora já não podem nem fazer frente aos seus passivos e tampouco continuar se endividando ou consumido –, como também de um aparato militar desmesurado em relação as demais potências mundiais que estende o seu poderio por todo o planeta para proteger os interesses estratégicos estadunidenses e de suas empresas e investimentos. Mas agora, o atoleiro da economia americana coloca em xeque o dólar como refúgio seguro.

Além das grandes compras de títulos do Tesouro por parte do Fed, os grandes investidores estrangeiros, começando pela China (os outros mais importantes são Japão, Alemanha e Grã-Bretanha), já começam a olhar com desconfiança a emissão de títulos do Tesouro americano por sua baixa remuneração e os riscos que começam apresentar. Uma inflação em dólares liquidificaria o valor real da dívida estadunidense, mas o mundo mudou desde os anos 70 e 80, quando isso era possível.

O peso dos BRIC, a intensificação do comércio Sul-Sul, a amarga experiência da dívida externa e das crises na América Latina, Ásia e Rússia, tornam muito mais difícil para os Estados Unidos aliviar sua carga transferindo o ajuste para a periferia. Tampouco os Estados Unidos pode contar com a ajuda do Japão, como aconteceu nos anos 80 a partir dos acordos monetários que leveram à crise o país asiático que já leva vinte anos de dificuldades econômicas, sua divída é de 200% do PIB e, além disso, enfrenta os percalços do terremoto.

Em novembro de 2010, Dagong, a qualificadora oficial da China diminuiu o rating da dívida dos Estados Unidos de AA para A +, afirmando que "falhas graves no desenvolvimento econômico dos Estados Unidos e seu modelo de administração levarão a uma recessão de longo prazo de sua economia, reduzindo os fundamentos do seu crédito soberano” e que a política de dinheiro fácil do Reserve Federal, em busca de uma tendência de depreciar o dólar contra os interesses dos credores, indica o declínio das intenções do governo dos EUA para pagar sua dívida.

Poucos meses depois, em abril, a Standard & Poors também qualificou de negativo o panorama da dívida americana, com base no risco real de que os decisões políticas podem não chegar a um acordo sobre o déficit orçamentário, debilitando seu perfil fiscal em comparação com outros países cuja dívida é avaliado como AAA. Parece que nada mais resta para os norte-americanos do que um cenário de austeridade que questiona o seu estilo de vida e alimenta risco de tensões sociais e políticas e políticas em um país que faz tempo que não encontrava tão dividido.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A MÍDIA DIZ E SE EXECUTA: AMY WINEHOUSE MORREU: É PRECISO CHORAR, É PRECISO VENDER

Foto: EPA/LAURENT GILLIERON
















AMY EST MORTE
Assim a mídia vende e ri, nos lucros do choro do espetáculo que ela produziu, e quer mais lucro , já que agora, ela a cantora está morta.
Tudo tem que vender, desde seu sucesso, as suas estrepolias, bêbada,chapada, e assim , ela a mídia, faz seu avatar, para mais faturar e não entrar no esquecimento.
Seus produtores tem que rápido tirar proveito, para lucrar.Solta música inédita.Promete breve mais, pois quem morreu foi o lucro, ou irá morrer, agora ainda é UTI, mesmo morta e congelada na burocracia britânica, e em favor da midia e da Indústria a que ela está vinculada.
ELA ZOMBOU DAS PATRICINHAS , MAS ELA FOI A PATRCINHA, NOVA DA MÍDIA produzida para ser novo modelo de PATRICINHA.
A mídia é como o lixo, nada se perde , tudo se transforma.

domingo, 24 de julho de 2011

Altamiro Borges: Auto-regulação da mídia não funciona

Altamiro Borges: Auto-regulação da mídia não funciona: "Por José Dirceu, em seu blog : Há pelo menos cinco décadas a Grã Bretanha vive uma experiência de amor e ódio com seus tablóides, os princ..."

Altamiro Borges: Murdoch não é exceção; é a regra na mídia

Altamiro Borges: Murdoch não é exceção; é a regra na mídia: "Por Gabriel Brito, no sítio Correio da Cidadania : Os últimos dias chacoalharam o Reino Unido com um escândalo nos moldes em que seus famo..."

Amy Winehouse

Amy Winehouse REUTERS/Andrew Winning














Um signo da Juventude se vai vitimada pelo seu desencontro interno.
Afora isto, ou como consequência, seu álcool e drogas como sua bengala.
E quem não os tem algum?
Mas , o fato é que se foi uma grande cantora marco de uma época de tantos desencontros da humanidade, e entre os jovens.
Seu desencanto com a vida foi fatal.

terça-feira, 19 de julho de 2011

REDE GLOBO não se Manca e invade

Mídia não se manca,comete invasões de privacidade.Isto é REDE GLOBO.
Caco Barcelos comete invasão de privacidade.Crianças drogadas põe a mídia no seu lugar,não aceita.
Onde anda o ECA e o Conselho Tutelar?
Profissão repórter desliza
Isto é desumano,desleal antiético
Isto é o poder de impacto para Audiência em nome do querer ajudar, que ajuda é esta?
Onde está o Ministério Público diante do Poder da Globo?
Ao editar corta a democracia da fala dos sujeitos.
O direito de repudiar a mídia na fala é cortado.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Jornais em versão digital no Brasil ...O GLOBO

O jornal o Globo - versão digital não está funcionando no IPAD ,pelo menos no meu e mais 3 amigos
Nos demais,como JB,Rio,já em SP o Estadão está bem,em Pe o Diário de Pernambuco é show,idem Zero Hora no Rs .
Quem TE viu, quem TE ver o grupo GLOBO!!!!

A cidade de São Paulo e outras cidades nas férias Escolares

Nada como estudar, mas o que isto implica?
Um fluxo grandioso, entre profissionais da área, pais e alunos.
Os fornecedores de Colégios e Universidades se multiplicam na cidade, do que fornece o giz , ao data show, alimentos, produtos de limpeza etc.
Por outro lado estando em férias uma série de profissionais paralisam suas atividades, como médicos, dentistas,psicólogos, terapeutas etc...
A cidade ganha um novo clima, de mais tranquilidade, desde o trânsito a qualidade do ar e da convivência.
Ontem flagrei uma rosa nascendo em pleno canteiro central da Paulista(AV) SP.
Desta feita, temos mais tempo para olhar, enxergar a vida e seus seres , coisas pessoas etc...
No Rio , aonde estive recentemente, é a mesma coisa, praias mais vazias, claro alido ao clima, o frio.
A vida é mais leve com a cidade em baixo movimento.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Reportagem: Como as crianças consomem pornografia

Reportagem: Como as crianças consomem pornografia: "Elas encontram, consomem, partilham – e até produzem – conteúdos sexuais"

O sonho americano já aconteceu?

Tiago Bartolomeu Costa IPSILON PT



Pela segunda vez em Portugal, os nova-iorquinos TEAM apresentam uma deambulação poética e desencantada pelos mitos americanos. Os que eles construíram e os que nós aceitámos
Quando encontrámos Rachel Chavkin, no início de Abril, em Nova Iorque, a directora artística do colectivo TEAM (Theater of the Emerging American Moment), que hoje chega à Culturgest para a estreia mundial de Mission Drift (até sábado), disse-nos que estava ainda "muito confusa sobre como pensar o que é realmente o mito americano". Perguntámos-lhe se era algo parecido, e tão indefinível como "a alma russa", que há séculos autores e filósofos procuram explicar. Rachel disse-nos que "a história dos Estados Unidos da América, às vezes, parece não nos pertencer".

Foi para perceberem o que são, mais do que de onde vêem, que os TEAM começaram a investigar. Chegaram a Las Vegas, ao fim da linha. Ao sonho americano? "Provavelmente", disse-nos então Rachel. "Há em Las Vegas algo de profundamente absurdo, e essa imagem mítica de que tudo é possível colou-se-nos à pele. Somos realmente assim: excessivos?"

Hoje, quem for à Culturgest, em Lisboa, vai poder ler no programa que, através dessa dúvida, a companhia começou a reconstruir uma hipótese de passado. Um passado de que, provavelmente, nunca quiseram saber, e um presente com o qual não se identificam: "O que é que distingue o capitalismo americano? Não consigo tirar da cabeça a imagem do mapa do nosso país. Somos tão grandes. Frederick Jackson Turner em The Significance of the Frontier in American History escreveu que a história do desenvolvimento da nação é a história de colonos que avançam cada vez mais para oeste, tornando-se assim menos europeus e mais americanos. Há nisto algo de simultaneamente doloroso e ousado."

Desejo de evasão

Rachel Chavkin diz que "os últimos dez anos foram essenciais para a América". Não se refere especificamente à imagem exterior que os anos Bush criaram na opinião pública, nem ao 11 de Setembro, embora vá dizendo que nunca mais foi igual em Nova Iorque. Fala do modo como "internamente fomos obrigados a pensar-nos". "Hoje já não sentimos tanta vergonha em sermos americanos, mas podemos envergonhar-nos com muitas coisas que fazemos." Rachel é também professora e é isso que vai encontrando nos discursos dos seus alunos de teatro. "Há um desejo de evasão, mas para onde?"

A peça, a segunda que a companhia apresenta em Portugal - em 2009 trouxeram Architecting, também na Culturgest - é uma reflexão sobre o território enquanto materialização da identidade americana, e o discurso - o das ruas, o estrangeiro, o político, o artístico - enquanto forma de expiação dos seus males. A começar pela economia. Se hoje se pode dizer que Mission Drift "ocupa o espaço entre o mito da fronteira e a realidade dos seus custos, que é a corrente subterrânea de grande parte da identidade americana, pelo que não é uma análise directa do colapso financeiro", em Abril Rachel Chavkin dizia-nos que "é preciso pensar o modo como a economia nos define". Estávamos em plena crise política. O Presidente Barack Obama ameaçava parar o Governo caso o Orçamento do Estado não fosse aprovado no Congresso. Nas ruas só se discutia isso. Rachel falava-nos de como um país pode parar. E de como, nesse caso, o teatro pode fazer muito pouco.

O método de trabalho do colectivo TEAM vive desse confronto com a realidade, e de um modelo de funcionamento que implica olhares demorados, contraditórios e uma responsabilização. As cenas que criam a partir dessas discussões demoram a encontrar o seu lugar na estrutura do espectáculo. E o texto vai passando pelos vários actores até encontrar o seu lugar certo. "É um método muito caótico para quem vê de fora, mas permite-nos aprofundar os temas que queremos tratar."

É isso que distingue o seu trabalho e, de certa forma, justifica que tenham encontrado mais apoios na Europa do que nos Estados Unidos, onde o sistema de apoios às artes é bastante mais complexo do que o conjunto dos sistemas europeus. "Sim, é verdade que temos sido muito bem recebidos na Europa. É como se percebessem o que queremos dizer." Esse desencanto, que transformam em canções como Burning Las Vegas (disponível no YouTube) ou em cínicas alegorias, como o casal protagonista, holandeses imigrantes que chegam a Nova Amesterdão (a actual Nova Iorque) e se propõem atravessar o país - e a história - em direcção ao Oeste.

Amargura no olhar

O que fazem, e como o fazem, traz uma amargura no olhar, um desencanto explícito, uma distância que parece recusar aquilo com que mais se identificam. E, ao longo desta viagem pelo capitalismo americano através de canções, ballet, tiros para todos os lados e muito luxo, o que descobrem é o que Rachel define como "a verdadeira alma americana: o vazio".

"Las Vegas é isso: como é que se pode construir um mundo no meio do deserto? Para dizer o quê? E para quem?", pergunta-se, sem, no entanto, recusar a ideia de que a espectacularidade "ilude muito coisa".

É isso que guardam, "porque é assim que nos vêem". "Um cruzamento entre a MTV e a avant-garde", escrevem no programa, numa altura em que a própria MTV é um mito e sobre a avant-garde não se sabe onde acaba ou começa.

"Somos o nosso próprio mito, a nossa própria missão, o nosso próprio destino", diz-nos Rachel, deixando que a entoação com que o diz possa parecer uma pergunta.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Especial - Ademir Assunção - Eu quero ser pluma na pele dos meu amigos

13 de julho de 2011
Por: Rodrigo Brandão
clique no título
Especial - Ademir Assunção - Eu quero ser pluma na pele dos meu amigos

Não se trata de título. São versos. Vêm do belíssimo Aqui Jazz o Poeta, do livro Zona Branca, do jornalista e, obviamente, poeta araraquarense Ademir Assunção. De modo que há controvérsias sobre ter nascido em Araraquara. O vagão... Nasceu vagando? Depois de trabalhar em uma série de veículos da chamada grande imprensa – Folha, Estadão, Veja (“o pior lugar em que já que trabalhei; revista manipuladora do caralho”) –, Ademir, companheiro de boemia de Paulo Leminski (de quem foi bastante amigo) e Itamar Assumpção, vaga hoje em São Paulo pelo mundo da poesia. Aliás, Aqui Jazz é flor no deserto. Versa sobre a alegria, quando o universo dos poetas, salvo exceções, rege-se por nostalgias, bucolismos e melancolia. “Sorrindo (como pôr-do-sol)”, canta outro trecho do poema. Origem? Pouco importa. “Só porque a alegria é um dom”. Ademir é filho ilustre. “Só porque ou sim ou não”.

Inspiração para livros vem do cheque, diz João Ubaldo na Flip


RETIRADO DO TERRA
Claudia Andrade
Direto de Paraty























O baiano João Ubaldo Ribeiro foi responsável por uma das mesas de debate mais divertidas da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) até agora. Em pouco mais de uma hora de evento, arrancou gargalhadas do público em diversos momentos ¿ incluindo alguns em que se perdia nas respostas ¿ e ouviu o tradicional "aaaah" de pesar quando o moderador anunciou o fim do bate-papo. Contou histórias, revelou preferências e foi extremamente franco sobre seu processo de criação. Em certo momento, admitiu que a origem dos livros está na encomenda feita pelos editores. "Cheque gera inspiração", afirmou.

Em seguida, passou a relatar como foi feito o convite para escrever A Casa dos Budas Ditosos. Disse que, inicialmente, foi chamado para escrever sobre a preguiça como pecado. "Eu disse: não faço. Fiquei ofendido. Só porque sou baiano?". Depois do episódio, pensou em escrever sobre a luxúria, o que acabou ocorrendo. "A fonte de inspiração chegou junto com o contrato. E eu, para não deixar a inspiração se esvair, endossei o cheque e depositei".

Sobre um de seus principais livros, Viva o Povo Brasileiro, negou ter tido a intenção de "reescrever a história do Brasil do ponto de vista do dominado", como muitos creem. Contou que a primeira motivação foi fazer um livro extenso, em resposta a um editor que lhe disse que escritores brasileiros só faziam "livrinhos para serem lidos na ponte aérea". "Eu gostaria de ter uma história mais bonita pra contar, mas a gênese do Viva o Povo Brasileiro foi fazer um livro grande para esfregar na cara do Pedro Paulo (Sena Madureira, então na Editora Nova Fronteira)", disse. "Não quis reescrever a história do Brasil. Quis escrever um romance bem escrito, caprichado e grosso", completou, lembrando que chegou a pesar os originais, segundo ele, com 6,7kg.

João Ubaldo afirmou que os rumos da história nem sempre seguem a ideia inicial. "É frequente que eu queira que um personagem morra e ele não morre, que ele case e ele não casa". E brincou sobre a curiosidade que algumas de suas narrativas despertam no público. "Sempre me perguntam como eu pude descrever tão bem uma cena de sexo entre dois homens (em O Sorriso do Lagarto). Passei a responder que eu treinava com amigos".

(Des)gosto por Guimarães Rosa
Questionado sobre a influência que teria tido de Guimarães Rosa, especialmente em Sargento Getúlio, João garantiu que "jamais tinha sequer chegado perto" de um livro de Guimarães Rosa na ocasião. E fez uma revelação: quando leu pela primeira vez um trabalho escritor carioca, não gostou. "Devo dizer que ele não está entre os autores de meu maior afeto. Não porque seja menor, secundário, mas porque não me fala nada".

Para demonstrar melhor esse sentimento, ele descreveu sua tentativa de ler Primeiras Estórias, de 1962. "Eu tenho um ódio mortal a essa palavra 'estórias'! Queria jogar fora imediatamente. Acabei abrindo em uma página qualquer que dizia: 'a viagem fora planejada no feliz'. Eu pensei, 'não dá'".

Depois de mais uma vez arrancar risadas do público, fez questão de deixar claro: "eu queria diferenciar minha idiossincrasia em relação a Guimarães Rosa da importância dele na literatura brasileira. Eu seria um desvairado se dissesse que ele não teve importância", concluiu.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O RIO É A CIDADE!!!!




-imagem retirada do blog -http://bit.ly/nGPAs4 -















Como paraibucanosampista, digo: nasci na Paraíba, cresci em Recife e vivo em sampa a 30 anos, o Rio é a cidade linda, sua brasilidade é comovente!!!!!!!!!
É um vasto hibridismo cultural, de todas as partes do Brasil, sobretudo da Paraíba e Ceará, e de todos os paises do mundo.
A paisagem é bela, sempre.
Fazia sete -7_ anos que não ia ao Rio, foi um assombro.
Arte e Cultura, o povo batucando, as ruas limpas, na medida do possível, um metro alegre descontraído.
As UPPS funcionando.
Fiquei ao lado da favela Pavãozinho, o hotel é que foi decepcionante um tal de DUCASSE, na Sá Ferreira, mas relevei face a cidade e ao clima de minhas férias.
A livraria Travessa é um monumento Brasileiro, aconchegante variada e que põe a L. Cultura no solado.
O falar- o jeitinho simpático Carioca,a chatice engraçada das madames decadentes cariocas de Copa e seu óculos de baratas , enormes , maiores que elas e, os bares, botecos,o bolinho: de bacalhau supimpa, de aipim com charque, a caipirinha de lima, o jogar na calçada cartas, o lixeiro cantando, o apoio ao bombeiros pela população, enfim um monte de coisinhas que fazem o Rio algo estonteante, afora , claro seu verde e a água, paisagem dos Morros.

sábado, 9 de julho de 2011

Paraty e representante da Argentina

A argentina Pola Oloixarac em Paraty

Pola Oloixarac e valter hugo mãe debatem obras de ficção na Flip
Para escritora argentina, romances são espécie de 'laboratório' de ideias.
Livros devem ser sobre pessoas, 'o que há de melhor no mundo', diz

A argentina Pola Oloixarac e o angolano valter hugo mãe foram os protagonistas da segunda mesa desta sexta-feira (8) da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Mediado por Angel Gurria-Quintana, o bate-papo começou com a leitura de um trecho de "As teorias selvagens" pela própria autora.
"Gosto de pensar a cultura como um espaço em guerra. Uma guerra por significados, desejos, conhecimento. É isso o que me interessa. Quero abrir esse diálogo com esse tipo de substância contemporânea. Tinha a sensação de que, para entrar nesse diálogo, seria importante ter um tipo de imaginação política", comentou Pola sobre a obra.

A escritora Pola Oloixarac participa de mesa da Flip (Foto: Flavio Moraes/G1)
Ela conta que precisou romper com as tradições da literatura latino-americana para chegar à ideia principal de seu livro. "Precisei me isolar, pois esse tipo de literatura é muito rigorosa, segue uma linha muito certa, disciplinada e com um certo nível de militância. Queria me afastar disso".
Segundo ela, a escrita é uma espécie de "monstro", que lhe permite fazer tudo. "Me interssa o romance como um laboratório, um lugar que em que você pode pensar e brincar com as idéias, pois são elas que vão formar a escrita".
valter hugo mãe também leu trechos de seu livro "A máquina de fazer espanhóis" e também comentou seu processo criativo e sua relação com a cultura.
"Acredito que o escritor procura substituir com a literatura tudo aquilo que lhe falta. Não uso livros para reprouzir a minha vida, por exemplo. Não julgo que seja tão interessante assim para que vire um livro, um filme ou mesmo um festival inteiro de cinema. Não creio que eu seja um James Bond, com uma vida cheia de aventuras. Livros têm que ser sobre o que não tenho, o que não sou. Algo que percebemos de melhor no outro. E sobre as pessoas, que são o melhor do mundo", comentou.
O escritor angolano, que também é DJ e vocalista da banda de rock Governo, contou que reage não apenas aos livros que lê, mas também aos que escreve. "Perco um pouco a noção se é dia ou noite. Esqueço de comer, o que acaba sendo ótimo, porque emagreço. Fico muito dentro do livro. O escrever diverte, mas também conforta e faz bem", disse Mãe, que acrescentou: "É sempre o melhor tempo do meu ano e do meu próprio tempo".
Ao fim da mesa, o autor se emocionou e chorou ao ler um texto, com citações ao cantor e compositor, às novelas e às mulheres brasileiras, em que expressou sua relação de carinho e intimidade com a cultura brasileira. Foi aplaudido de pé pela plateia.
Postado por PAULO A C VASCONCELOS às 00:02

La historia detrás del vals que Adrián Iaies compuso para Beatriz Sarlo

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La historia detrás del vals que Adrián Iaies compuso para Beatriz Sarlo

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Paraty exulta com paulistas

Paraty através ,de Oswald de Andrade, exulta com a fala do burguês, Antônio Cândido. Este, fala do outro amigo burguês Oswald de Andrade,,bom escritor,mas da mesma estirpe de Antônio Cândido ,que na colonização intelectual do país ficou consagrado como gênio da literatura, digo, da crítica literária .E salve a colonização contínua entre Rio e São Paulo.