REDES

terça-feira, 16 de julho de 2024

Max Fisher: como as redes sociais mobilizam o cérebro e produzem desequilíbrio e obscenidades dos valores humanos-não é conservadorismo

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O cérebro nunca mereceu tanta atenção quanto agora.Sim, porque a ágora se espraiou pelas redes sociais, mesmo não sendo a legítima ágora ,nem tampouco social.São bolhas enredadas no impulso psiquíco cerebral e provoca hábito,vícioa e obscenidades  na ordem do valor civilizatório e da qualidade do afeto humano.
Contemplem ,pensem no que nos diz M.Fisher.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

O Poeta é um caçador de rios, um fuçador de poeiras d’água..THIAGO CALÇADO

 




                                           THIAGO CALÇADO

                                            FOTO DIVULGAÇÃO

 

CALÇADO, Thiago. O Rumo do Rio é Reza. São Paulo: Gênio Criador, 2019.

 

 

“Aprendo a ser apêndice,

Pra incomodar no tempo certo..

 

 

O Poeta é um caçador de sentidos e significados ou um subversor de tais regras linguísticas; devorador de palavras e seus cheiros simbólicos; tal qual um fuçador, ele busca encontrar goiaba em pé de banana para dizer mais do sabor das coisas do mundo os apurando com mel.

O apurador é uma espécie de bruxo que fez do dito o não dito e alucina, com febres de deuses e diabos, na procura da substância na poética que não tem triângulo, quadrado, pentágono ou o que o valha na geometria das figuras planas.

 

O escrevedor poeta busca inverter, amassar a palavra para fugir do conceito duro que a poesia/palavra rejeita. O poeta sabe da mentira da palavra, por isso, namora seu desdizer ou fabular, assim, diz e desdiz sem se contradizer em seus versos.

 

Não foge disto Thiago Calçado, poeta de dimensões amplas e de rumo igual a um rio em cheias. De posse destas qualidades, ele inverte tudo ou quase todo um léxico conceitual para o encontro da poiesis em si mesma.

 

Na sua obra O rumo do rio é reza (São Paulo: Gênio Criador, 2019), o poeta não desdiz minha apreensão de seu estilo; apresento, enquanto exemplo, um pequeno fragmento que o denuncia em suas rezas várias de rumo/rio, diz ele em um dos poemas:

 

 “Escrevo com a pressa de quem foge.

Faço versos para não deixar rastros

….

   A poesia mais perigosa

   É a que me escapa e vira vestígio

  Das histórias proibidas de nossas mentiras…

   Tudo que se cala vira pista… (CALÇADO, 2019, p. 46).

 

O poeta como fuçador, fuça também os outros poetas, e no caso dele são muitos, e ele bem o faz nas suas rugas e nervos do léxico daqueles, deixando transparecê-los sem precisar de uma enumeração exaustiva, pois ja estão muito bem delineados na trama de seus próprios versos.

 

Disse-me uma vez um poeta baiano: minha influência vem de todos que li e mergulhei e afundei para soprar o meu verso. Sabido é, ninguém é único na palavra, ela é sempre a viagem palavra.

 

Nada diferente se passa com Calçado, no poema abaixo ele alcança a buchada do verso nos ingredientes apurados para dar mais gosto e redizer o sonho da palavra na alucinação da poesia:

 

Hermeto-me em Páscoas

Pois troco de casa como se troca de roupa.

Hoje vendi dois kilos de Kant por um Pessoa.

Sou como um João Manoel de Barros 

Sei o lado de onde vem a chuva.

Foi nas janelas das dúvidas

Que minha pele de fé virou ferida... (CALÇADO, 2019, p. 35).

 

O poeta caçador caça a brasilidade do ser palavra em terras tão feridas pelas outras línguas, mas ele as rebate com fôlego de poeta prosador a aliciar as prosas e as transformar em rios que rezam na boca do nosso povo:

 

Aprendi com o matuto:

O rio tem duas bandas

E um rasgo no meio.

De um lado é lá,

De outro, cá

O fundo a gente nunca sabe onde tá.

Sabe só que onde não dá pé dá peixe,

Nadar é verbo de quem deixa de fazer coisas

Pra ser todinho travessia. (CALÇADO, 2019, p. 10).

 

 

Como se não bastasse essa marcação da oralidade popular, ele continua a reza do rumo e nos enlouquece de magia:

   

“Chamego é palavra mole

   Tem preguiça até de sair da Boca.

   CH é bom e dá leseira em tudo

   Chá, chopp e chupeta.

   Xícara que não é besta, fugiu dessa. (CALÇADO, 2019, p. 68).

 

 

O Poeta nada de braçadas na terra dos rios das bandas do interior, no asfalto e nas folhagens, pois sabe das lógicas deslocadas com as quais se faz o poema. Também, pudera, é um doutor em Filosofia que sabe abrir os sentidos e desdizer para melhor dizer; dá corpo à sua poética um espinosismo não declarado feito a lentes agudas de um interior paulista, mas que trouxe para a capital o gosto dos pontais “onde o sol se-põe como poesia”.

 

Todos os que ainda buscam um pouco de alento nas palavras, podem, com prazer, arremeterem-se nos rios com suas rezas poéticas de Thiago Calçado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Professor Pesquisador do Programa de Pós-Doutorado em História Cultural da UNICAMP, Professor de Tempo Parcial do Curso de Medicina da UNOESTE. Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual Paulista de Marília (2009), Graduado em Ciências Econômicas pela Instituição Toledo de Ensino de Presidente Prudente, Graduado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, Graduado em Filosofia pela Universidade do Sagrado Coração de Bauru. Atualmente é professor convidado da pós-graduação em Educação Sexual da UNISAL - São Paulo, membro do GT Ética e Filosofia Política da ANPOF, do Grupo de Pesquisa em História Cultural da Unicamp. Ministrou as seguintes disciplinas: Economia, Desenvolvimento Sustentável, Antropologia Filosófica, Ética, Filosofia Política, Filosofia da Educação, Filosofia da Religião, Filosofia da Tecnologia. Pesquisa temas como: Economia, Instituições e Poder, Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável Fundamentos, Fundamentos Políticos e Sociais Brasileiros, Filosofia e Normalidade, Ética e comunicação.


AGRADECIMENTOS PELA REVISÃO E SUGESTÕES -DR ALDO AMBRÓZIO

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sábado, 13 de julho de 2024

Trump aparece com sangue no rosto e com punho cerrado após suposto tiroteio em comício BRASIL247

 

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TRUMP UM BONECO FASCISTA A SERVIÇO DAS BIG TECHS E 5A AVENIDA,FAZ FAR WEST PARA PUBLICIDADE.JÁ ESTÁ A USAR FOTO DO PSEUDO-ATENTADO, VELHACO. 

AMERICANOS SEM PUDOR DE ELEGER UM TIPO COMO ESTE.

JUIZA NÃO O PUNE POR DOCUMENTOS RETIRADOS DA CASA BRANCA DO ALÉM.

OS EUA ESTÃO SUFOCANDO SEU POVO E OUTROS SUBMETIDOS COMO: EUROPA ,ORIENTE MÉDIO, ASIA,ÁFRICA E A DO SUL MESMO COM SEU REINADO CAINDO AOS PEDAÇÕES E SUA POPULAÇÃO NA POBREZA EXTREMA, E DROGADOS PELAS RUAS.

ARMA, GUERRA  RENDEM  DINHEIRO.

EUA SABEM FAZER CINEMA ATÉ PARA ILUSTRAR FAKE NEWS P VASCONCELOS



247 – Durante um comício na Pensilvânia, o ex-presidente Donald Trump foi retirado às pressas do palco por agentes do Serviço Secreto após barulhos altos serem ouvidos no local. O incidente ocorreu quando sons semelhantes a disparos foram percebidos, levando Trump a se abaixar enquanto era cercado e conduzido rapidamente por agentes para um veículo à espera. Após o ocorrido, a polícia armada assumiu o pódio. A notícia ainda está em desenvolvimento e novos detalhes serão divulgados em breve. A informação foi divulgada pela BBC.

Logo em seguida, Trump apareceu com sangue no rosto e com punho cerrado. Uma página associada ao serviço secreto israelense, o Mossad, exaltou seu "heroísmo"

Na vida, na mentira e na guerra, a inteligência artificial veio para ficar???

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FABIAN FALCONI VIA SPUTINIK -FOTO
 




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A SPUSTINIK NOS PÕE A PENSAR-https://bit.ly/3VvvdhA

ELA É TENEBROSA, E VEIO PARA TER DUPLA FACE, MAS AFETA OS VALORES DO QUE SE CHAMA HUMANO.O NEOLIBERALISMO BUSCA UM SUICÍDIO, SERÁ?

OU FABRICARÁ ZUMBIS APUNHALADOS PELAS COSTA DE MODO SILENCIOSO E FACEIRO. HÁ TEMPO DE SALVAR OU JÁ FOMOS CONTAMINADOS?

E. MUSK BRIGA COM ALGUNS NEUROCIENTISTAS?

O QUE SERÁ QUE SERÁ? P VASCONCELOS

Na vida, na mentira e na guerra, a inteligência artificial veio para ficar, afirmam analistas

A inteligência artificial veio para ficar e, com ela, todos os aspectos da sociedade serão alterados, desde o futuro do trabalho à produção de fake news ou ao modo como fazemos guerra, apontam analistas à Sputnik Brasil.
Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) deu um salto em seu desenvolvimento que surpreendeu até os mais aficionados por tecnologia. Em entrevista ao Mundiokapodcast da Sputnik Brasil apresentado pelos jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho, especialistas alertaram para alguns dos usos indevidos dessa novidade tecnológica.

Como funciona a IA?

Entrevistado pelo podcast, o professor Claudio Miceli — do Programa de Engenharia e Sistemas de Computação (PESC) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) — descreveu como funciona a IA.
Segundo o acadêmico, a IA não é nada mais do que um sistema capaz de encontrar padrões em grandes volumes de dados e, "a partir desses padrões, tenta criar regras para construir" seus modelos.
É o caso do ChatGPT, que trabalha com um grande volume de texto e, depois de ter analisado esse grande volume, é capaz de gerar um texto provável como resposta para uma pergunta.

"Muitas vezes ele está, inclusive, errado", frisa Miceli.

Só que em parte do tempo ele está correto. "Uma parte do tempo ele é coerente e dá uma boa resposta. Então a IA, enquanto ferramenta para melhorar o ser humano, melhorar nossa produtividade, ela é extremamente poderosa."

Como a IA vai afetar o trabalho?

Para Carlos Eduardo Pedreira, chefe da linha de IA do PESC da Coppe da UFRJ, os modelos de IA vão afetar negativamente os empregos atuais.

"Isso significa uma perda de empregos enorme. [] Isso já está acontecendo e vai se acelerar."

O acadêmico fez um paralelo com a Revolução Industrial, na qual os artesãos perderam os empregos porque fábricas foram criadas. "Os meios de produção passaram a ser mecânicos, e muita gente perdeu o emprego."
No caso do Brasil, isso é ainda mais preocupante, pois os empregos perdidos são "os empregos das pessoas com menor nível educacional", quando, na outra ponta, "estão sendo gerados empregos para quem tem mais formação".

"Isso significa que, em um país como o Brasil, a gente vai acelerar uma desigualdade social."

IA vai 'acelerar' a produção de fake news

Segundo Claudio Miceli, outro âmbito que será afetado pela IA será a produção de fake news. As fake news, ressalta o professor, não foram criadas com IA, mas essa ferramenta pode gerar fake news "em uma proporção muito maior, muito mais rápida".
Empresa de tecnologia em lançamento de produtos alimentados por inteligência artificial para uso em computadores e aplicativos. Nova York, EUA, 14 de dezembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 21.12.2023
Ciência e sociedade
Uso militar e político e propagação de notícias falsas: os principais riscos e desafios ligados à IA
A IA também será capaz de criar inverdades muito mais eloquentes e verossímeis, como os vídeos em deepfake.
O problema, para Miceli, não é nem a construção de mentiras, mas a impossibilidade de diferenciar a verdade da mentira, "justamente pelo volume muito grande de informação".

"O que a gente está gerando é uma sociedade que tem um volume gigantesco de informação. [] a verdade ou a mentira, elas são muito parecidas, porque são construídas para serem muito parecidas, onde a grande massa da população não é capaz de discernir entre essas duas vertentes."

A IA na guerra

Um dos aspectos mais sinistros do uso de IA tem sido sua militarização. Exércitos ao redor do mundo têm usado sua produção de dados por sistema de vigilância, como câmeras e satélites, para treinar algoritmos e produzir alvos.
O caso mais recente foi denunciado pela revista israelense +972 Magazine e pelo grupo Local Call. Segundo os ativistas, por meio de aprendizado de máquina, as Forças de Defesa de Israel (FDI) estavam produzindo alvos para serem atacados antes mesmo dos ataques do Hamas de 7 de outubro.
Palestino sai de prédio destruído por bombardeio israelense na Faixa de Gaza, no campo de refugiados Al-Maghazi, em Deir al-Balah, em 25 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 02.05.2024
Ciência e sociedade
'Big techs são infraestruturas de ataques a populações civis', alerta especialista
Através da ferramenta Lavender de IA, as FDI determinaram probabilisticamente quais alvos atacar e com que tipo de armas abatê-los.
As denúncias do grupo afirmam que, quanto mais baixo na estrutura do Hamas, mais "burra" era a bomba utilizada, isto é, mais dano colateral ela infringia ao seu redor.
Segundo Pedreira, o uso de novas tecnologias na guerra é inevitável.

"Os esforços de guerra envolvem muito dinheiro, muitos recursos e é natural que atraiam as novas tecnologias, independentemente dos seus custos. [] Eu não vejo novidade com a questão dessas tecnologias estarem sendo usadas na guerra. Isso eu ousaria dizer que sempre existiu."

Foi assim com os aviões, com a bomba atômica, com os drones e "seguirá sendo assim com todas as tecnologias que estão surgindo nesse momento".
No entanto, o grupo apontou também que há uma margem de erro para a criação de alvos pelos sistemas das FDI. Para o especialista, contudo, em todos os modelos de IA há margem de erro, mas isso também já existia antes da IA.
"Temos que tomar muito cuidado para não imputar à inteligência artificial […] coisas que são específicas da tecnologia militar."
Segundo Pedreira, o uso da IA em todos os âmbitos da vida humana é "irreversível". "O uso veio pra ficar", cravou.

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