REDES

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Frei Chico: Lula é um sequestrado do Poder Judiciário

domingo, 27 de janeiro de 2019

A conspiração é o lema deste governo !



De cabo a rabo  Brasil esta no lamaçal desde 2016.O Golpe foi profundo, bem articulado com a formatação dos Militares.Estamos numa nova Ditadura, desenhada arquitetada nos escritórios das forças armadas e com o aval dos poderes, especialmente o JUDICIÁRIO. Moro foi pedra angular, o designer de toda a armação com a ajuda dos EUA.

A vale do Rio Doce pode ser uma armação dentro do golpe com a chegada de militares Israelitas.
É um a tropa  de choque PESADA  e virá mais, aguardem.

Enquanto a lama com sangue se desenha em Minas, outras lamas podem ser desenhadas nas veias abertas pelos rios rumo a Venezuela.

Nada pode ser descartado!

A conspiração  é o lema deste governo que na verdade é comandado pelo militares.O Sr. Bolsonaro é  um fantoche escolhido a dedo por pesquisa para a presidência.
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Por Brasil 247 https://bit.ly/2HBoJdb

Por Esmael Morais, em seu blog –O senador Roberto Requião (MDB-PR) desconfia da presença de 140 soldados de Israel, a pretexto de socorrer Brumadinho (MG), com 16 toneladas de equipamentos.
Pelo Twitter, o parlamentar disse que os militares israelenses se parecem mais com um grupo de assalto à Venezuela.
Nos últimos dias, Brasil e Estados Unidos lideram esforços para derrubar o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Coincidência ou não, neste domingo (27), Benjamin Netanyahu reconheceu o movimento golpista na Venezuela.

Uma cronista campinense no Recife via José Edimilson do Jornal Paraíbaonline








https://bit.ly/2FBCRkC




Josemir Camilo. Publicado em 18 de janeiro de 2019 às 9:58

Tanto tempo radicada na capital pernambucana, fazendo o percurso inverso do que fizeram os intelectuais e patronos da ALCG, como Zeferino Agra, Clementino Procópio, Dra. Selma Vasconcelos mostra aos meus coestaduanos a capacidade e a tenacidade do paraibano e, mais exatamente, do campinense (campino-grandense seria o gentílico adequado!). Formada em medicina, pela UFPE, não só conquistou seu espaço entre a corporação, como tem mostrado sua inteligência e sensibilidade, sendo agraciada em sua produção literária com o prêmio ensaio da Academia Pernambucana de Letras (2010) com o seu “João Cabral de Melo Neto. Retrato falado do Poeta”.
Membro da Sociedade Brasileira de Escritores Médico, da União Brasileira de Escritores e da Academia de Artes e Letras do Nordeste, Selma Vasconcelos é, atualmente, Sócia Correspondente da Academia de Letras de Campina Grande, com muita honra. Recebi, recentemente, seus dois livros e quero registrar, aqui, o júbilo da Academia em receber duas preciosas obras de nossa confreira a quem agradecemos, pelo enriquecimento, não só de nossa biblioteca, como de nosso saber.
Dedico-me, aqui, ao seu livro de crônicas, sob o sugestivo título “No Curso da História: crônicas” (2014). Trata-se de excelente momento de conhecermos nossa escritora em crônicas e pensamentos sobre a realidade do mundo (e não só do Brasil) presente e a saúde, também. A campinense Selma Vasconcelos deve ter aprendido a ver o mundo, os desfiles humanos, a partir, talvez, de um lugar social amplo, a padaria Nossa Senhora das Neves, de sua família, ali, na Marquês do Herval, empresa que, por décadas, acompanhou o vai e vem de fregueses e consumidores do comércio campinense, bem como de colegiais do Alfredo Dantas. Tal cenário também deve ter preenchido o imaginário de seu irmão, o poeta Paulo Vasconcelos, escritor e professor, que mora em São Paulo, muito dedicado à literatura. Parabéns aos irmãos, campinenses, escritores!
Decido ler, com o mais apurado gosto, seu livro de crônicas, exercício com que me identifico. Dividido em tópicos como Cultura e Educação, De Poesia e de Poetas, Sociedade e política e, por fim, Saúde, sua crítica não se reduz a um exercício ideológico mas, sim, humanista, na vertente tradicional que lhe serviu de solo cultural, como a História e, a partir destes conceitos, analisa a Globalização e diversas manifestações culturais, quase como um exercício didático. Suas crônicas sobre cultura, sempre trazem uma base histórica e suas múltiplas facetas culturais, mas sempre consciente das deturpações ou mudanças nestes traços de vivência social.
Fala, criticamente, da educação brasileira e elogia as bibliotecas como centro vivo de difusão cultural e não um local onde se ‘guarda livros’. Para tanto, toma, como mote, a (re)inauguração da Biblioteca Félix Araújo, da Prefeitura de Campina, mostrando que está atrelada a suas raízes. Quanto aos poetas, revisita rapidamente César Leal (a quem tive o prazer de, no início de minha vida universitária, ter como professor de Teoria Literária), corresponde-se com Bráulio Travares, saúda o centenário de Pablo Neruda e noticia os 50 anos do grande Carlos (Savoy) Pena Filho. Visita, em duas crônicas, o seu modelo, João Cabral de Melo Neto, sobre quem produziu o excelente passeio em busca do humano, em seu premiado livro, acima citado. Dele, a autora reproduz o ‘aforisma’ sobre os poetas: “só tem importância aquele autor que consegue escrever de maneira original, com linguagem própria, acrescentando algum dado novo ao universo da literatura. Para repetir o que já foi feito, é melhor que fique lendo!”.
Em Sociedade e Política, alerta para problemas ecológicos e política internacional, critica os Estados Unidos pela guerra no Iraque e a destruição da cultura arqueológica, bem como saúda o nosso embaixador Sérgio vieira de Mello, vitimado por atentado, em consequência àquela intervenção. Este corpo de crônicas é bem militante pela paz e crítica aos problemas sociais do país, mostrando uma cientista de fina sensibilidade e vasta cultura, sem se descurar de sua área, agitando a bandeira da bioética. Uma cientista, em defesa da vida e da poesia, admiradora de Fernando Pessoa. Já disse tudo!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Bolsonaro é mau, mas é também um fantoche que os milionários compraram numa cadeira da câmara - enquanto ele dormia

Prof.Dr.Aldo Ambrozio nos indica o texto pelo face que é necessário ler e reler.É preciso acordar, dar as mãos e ir às ruas, a democracia se faz com a população agindo, de mão dadas.A eleição não dar poderes irrevogáveis, jamais.!


Grato à Psicanalista Helenice Rocha pela generosidade em escrevê-lo:
“A esquerda no Brasil tem uma vocação talvez incurável, para o masoquismo. Se acostumou a um ou outro espasmo de prazer diante de uma mísera possibilidade de justiça. Se alegra quando percebe que a bandidagem está nua e começa a ter delírios de que “agora vai!”
Ora ora, a canalhada que usurpou o poder a última vez em 2016 (a primeira foi em 1500) tem deixado à mostra os vários níveis de bandidagem que passeiam por estas terras desde sempre, seja vestindo terno e gravata, toga ou farda.
A globo ajudou a eleger esta trupe. Agora quer arrumar acordo com ela fazendo pressão e fingindo que faz jornalismo. Assim que conseguir o que quer (grana, grana, grana) vai inventar outra história, vai virar sua metralhadora de mentiras pra outro lado e voltar a apoiar o mito ou quem lhe der mais grana.
Os evangélicos poderosos ajudaram a eleger este bando. Mas eles têm muito dinheiro no bolso, uma TV poderosa e a ignorância de seus fiéis que continuam a carregar a cruz enquanto eles acumulam fortuna para umas 100 gerações.
O jeca de curitiba ajudou a eleger esta quadrilha a partir do momento em que se dedicou a quebrar o país com suas mãos sujas e sua voz fina para impedir que o PT voltasse à presidência e vai pender para o lado que lhe trouxer mais garantias de uma vaguinha no supremo ou na cadeira da presidência em 2022.
O STF ajudou a eleger este grupo se acovardando e fazendo da alta corte do país um puxadinho, um boteco, onde negócios imundos e narcisismos de quinta categoria são tratados.
E tem também os não menos poderosos banqueiros, os políticos de carreira grudados em seus assentos em Brasília defendendo seus negócios (terra, saúde, armas, etc.).
E o povo? Foram 57 milhões de votos. Não é tudo, mas não é pouco.
A esquerda tem às vezes um lado ingênuo. Ela acredita que o fiasco do capitão em Davos vai enfraquecê-lo. Bobagem. O mundo sério riu dele, é verdade, mas seus eleitores acharam o máximo a sua humildade no bandejão e os donos da grana que lá estavam acharam linda a confirmação de que este governo está disposto a entregar tudo para o capital estrangeiro, enquanto o mito, que não consegue articular uma frase, assustado, convidava o mundo para fazer turismo no Brasil (belas praias...ah as mulatas...o carnaval...o samba, que lindo país!).
Alguém surpreso com a ligação deste governo com o mundo das milícias? Um governo rasteiro, medíocre, liderado por um capitão reformado truculento, que pousa seu ideal em Ustra (aquele que colocava baratas e ratos nas vaginas das mulheres), um governo composto por personagens corruptos confessos e por outras figuras da mais completa ignorância, estaria envolvido com o que?
Alguém surpreso com o fato de Temer, o mordomo do golpe, agora sem foro privilegiado, estar leve, livre e solto, mesmo com provas robustas contra ele?
Ninguém com mais de dois neurônios pode declarar-se surpreso.
Bolsonaro é mau, mas é também um fantoche que os milionários compraram numa cadeira da câmara - enquanto ele dormia, fazia caretas ou xingava mulheres - para atender aos seus interesses.
Bolsonaro é grosseiro, sem instrução, mas é também o boneco ventríloquo que a classe média raivosa comprou nos grupos de WhatsApp para ver seu ódio legitimado.
Até quando a esquerda vai repetir, melancolicamente, este roteiro de sofrimento? Estamos condenados, como Sísifo, a este eterno retorno?
Com o apelo “ninguém solta a mão de ninguém” a esquerda vem se sustentando numa fraternidade valiosa. Talvez sem ela já teríamos sido dizimados, senão fisica, pelo menos psicologicamente.
No entanto, não estaria na hora desta fratria, de mãos dadas então, lembrar que tem pernas e sair do lugar? Transformar esta ternura entre irmãos no “ódio necessário”? Aquele que converte a melancolia em potência criativa?”

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Xadrez do fim do governo Bolsonaro

Não necessita falar muito, a matéria já explicita por si mesma o nível de ignomínias do falso líder e hoje segunda, 21.09.2019 -apedrejado pelos sindicalistas suíços no Forum de Davos. Eles pedem a morte de Bolsonaro!


Sindicalistas suíços pedem "morte a Bolsonaro" em ato contra Fórum Econômico →



Do nobre mestre Luiz B. L. Orlandi:
“Estou pensando neste artigo de um excelente examinador da situação política.
Prezadas e Prezados,
Um artigo do Luís Nassif, intitulado
Xadrez do fim do governo Bolsonaro
mostra que os Bolsonaro elevam a outro patamar o nível da corrupção na política brasileira, com prováveis ramificações nas milícias do Rio de Janeiro.
O artigo está aqui:
E aqui, um resumo dos fatos e dos números em jogo:
- No dia 07/01/2018, a Folha lançou as primeiras suspeitas sobre Flávio. Identificou 19 operações imobiliárias dele na zona sul do Rio de Janeiro e na Barra da Tijuca.
- Novembro de 2010, uma certa MCA Participações, que tem entre os sócios uma firma do Panamá, adquiriu 7 de 12 salas de um prédio comercial, que Flávio havia adquirido apenas 45 dias antes. Conseguiu um lucro de R$ 300 mil.
- 2012, no mesmo dia Flávio comprou dois apartamentos. Menos de um ano depois, revendeu lucrando R$ 813 mil apenas com a valorização.
- 2014 declarou à Justiça Eleitoral um apartamento de R$ 566 mil. Em 2016 o preço foi reavaliado para R$ 846 mil. No fim do ano, a compra foi registrado por R$ 1,7 milhão. Um ano depois, revendeu por R$ 2,4 milhões. Isso é que é talento imobiliário.
Movimentações bancárias atípicas postas em evidência pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a pedido do Ministério Público do RJ:
- Segundo o jornal O Globo, o famoso e oculto segurança de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, movimentou R$ 7 milhões em sua conta em três anos. Vejam:
- Queiroz depositou dez cheques de 4 mil reais na conta de Michele Bolsonaro. A alegação do capitão de que era uma dívida contraída com ele e que ele não tinha tempo para ir ao banco é de uma inquietante estupidez: Queiroz poderia ter feito o depósito em nome de Bolsonaro, sem perda de tempo do creditado.
- Flávio Bolsonaro recebeu 96 mil reais a partir de depósitos em dinheiro de 2 mil reais no caixa automático da Assembleia Legislativa Estadual do Rio de Janeiro (ALERJ), aparentemente parte da operação "rachid" ou "rachadinha", em que funcionários dos gabinetes da ALERJ pagavam pedágio ao primogênito, com devolução de parte de seus salários. Para quem não leu, eis o link do artigo do Estadão:
- E há, enfim, esse misterioso pagamento, por Flávio Bolsonaro de um título bancário da Caixa Econômica Federal no valor de R$ 1.016.839. Sem destinatário identificado...
Veremos o que a Receita Federal terá a dizer sobre tudo isso...
Milícias:
Sobre o envolvimento dos Bolsonaro com as milícias e grupos de extermínio, o artigo de Luís Nassif fornece várias linhas de evidência e quadros sinóticos, impossíveis de resumir.
Limito-me a transcrever dois trechos de dois discursos singelos de Jair Bolsonaro, quando eleito deputado federal, proferido na Câmara dos Deputados Federais, em 2003 e em 2008, nos quais ele defende a entrada das milícias no RJ:
12/VIII/2003:
Eleito deputado federal, em 12/08/2003, Jair Bolsonaro proferiu discurso na Câmara defendendo a entrada das milícias no Rio de Janeiro.
Quero dizer aos companheiros da Bahia — há pouco ouvi um Parlamentar criticar os grupos de extermínio — que enquanto o Estado não tiver coragem de adotar a pena de morte, o crime de extermínio, no meu entender, será muito bem-vindo. Se não houver espaço para ele na Bahia, pode ir para o Rio de Janeiro. Se depender de mim, terão todo o meu apoio, porque no meu Estado só as pessoas inocentes são dizimadas.
Segundo discurso, 17/XII/2008:
No dia 17/12/2008, outro discurso defendendo os milicianos das críticas de Marcelo Freixo, do PSOL, marcado para morrer.
Nenhum Deputado Estadual faz campanha para buscar, realmente, diminuir o poder de fogo dos traficantes, diminuir a venda de drogas no nosso Estado. Não. Querem atacar o miliciano, que passou a ser o símbolo da maldade e pior do que os traficantes.
- Sobre Flávio Bolsonaro:
"eleito deputado estadual em 2007, com 43.099 votos, Flávio Bolsonaro passou a integrar a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio. Na época, foi visto com uma camiseta com os dizeres "Direitos Humanos, a excrescência da vagabundagem”.
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Em suma, a tese central do artigo de Luís Nassif é que os militares não vão querer assumir o desgaste dos escândalos de corrupção e das simpatias declaradas e prováveis interações dos Bolsonaro com as milícias. Bolsonaro foi útil. Agora, o capitão virou um fardo e não tem mais serventia. Luís Nassif defende bem sua hipótese no artigo. Vale a pena lê-lo. Se non è vero, è ben trovato.
A favor do artigo, valeria lembrar que já há mais de 45 militares instalados no primeiro e segundo escalão do governo Bolsonaro, e confortavelmente ao abrigo de qualquer reforma da Previdência. Os militares estão em cargos de chefias de sete ministérios, em cargos-chave na Secretaria-Geral da Presidência e em órgãos estratégicos para o país como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e em Itaipu, sendo que o Exército tem a maioria dos membros militares do governo: até anteontem eram 18 generais e 11 coronéis da reserva em diversas áreas. Segundo a FSP, “Militares já se espalham por 21 áreas do governo federal”.
Isso é só o começo...
Abraços,
Luiz.
JORNALGGN.COM.BR
“A verdade iniciou sua marcha, e nada poderá detê-la”. Emile Zola, analisando os movimentos da opinião pública no caso Dreyffus. Há uma certeza e uma incógnita no quadro político atual. A certeza, é

domingo, 20 de janeiro de 2019

OS EX- ALUNOS FALAM: ESCOLA HERMILO BORBA FILHO -RECIFE-PE -

ARQUIBO  CEHBH

ARQUIBO  CEHBH

A Comunidade Escola Hermilo Borba Filho estaria completando 38 anos de sua fundação este ano. Foi uma escola Viva, renovou os ânimos de alunos, pais e de uma comunidade. Na época as inovações eram:  desde suas instalações à metodologia, conteúdos ali desenvolvidos, durou pouco 1981-1987.Mas deixou sementes que vingaram e vingarão mais.

A Escola deixou rastros via seus alunos e muitos professores que seguiram a metodologia ali desenvolvida e aprimorada. O Pensamento Crítico, a participação do sujeito – aluno e família ocorreram bem, com os normais contratempos. 

Enfrentamos a ditadura, no seu final, e propusemos  nossas metas e procedimentos metodológicos conteudísticos, não acatamos a doutrinação da direita, da ditadura- explicamos a História-escondida-e, mesmo com pouco tempo de vida deixamos marcas vejam:


Com muita alegria, após publicação do texto aqui já postado- sobre: A Comunidade Escola Hermilo Borba Filho,
( https://bit.ly/2sc7tAD) recebi três e-mails que disponibilizo após contato; eles-  ex-alunos, me acompanhavam pelo Face e no Blog Palavras dos Brasileiros, sem eu ter a devida identificação como seguidores.

Os e-mails comprovam nossa atuação, nos erros e acertos, mas sobretudo, nos dá um retorno de compreensão e resultado do nosso trabalho.

Os mesmos pediram para não serem identificados face a atual situação conturbada do país, ainda mais que dois fazem parte do governo federal -funcionários federais. Um é engenheiro, um geólogo, a outra, professora.

Reproduzo abaixo os e-mails com apenas as iniciais dos alunos:


Prof. Paulo
1-Foi com espanto e alegria rememorar nosso tempo na Escola. Você especialmente me ensinou muito a duvidar dos fatos e buscar variadas fontes dos acontecimentos. Não fui um excelente aluno, mas fisguei o que foi possível. Tornei-me incômodo na minha família, rsss, por duvidar dos fatos e querer explicações mais adequadas quando me apontavam caminhos únicos. Bom, meu pai era milico daqueles bravos, minha mãe foi quem escolheu a escola, morávamos na Encruzilhada. Ela era professora, sabe com é né, teve faro. Chegaram até a me ameaçar em retirar da escola. Jamais esquecerei de você e sua poesia, declamada para nós falando do homem. Lembro-me bem de Drummond que sempre era recitado. Foi um tempo mágico e engrandecedor, pena que a escola fechou, mas nos estamos aqui, hoje sou engenheiro e trabalho numa empresa estatal Lembro-me de Ana, Sueli, Vera e Gardel, meu abraço RST


2-Prof. Paulo

Sensacional, mais quero, mas, mais para mostrar aos meus filhos. Caso queira tenho fotos, preciso só encontrar, avise-me do lançamento. Hoje trabalho no interior de Pernambuco como geólogo. Foi demais a zorra da escola, pois nos sentimos verdadeiros apesar das criticas que recebíamos de sermos de uma escola Comunista...kkkkkkkk, nem sabem o que é comunismo. Sinto não termos tido um ensino mais intenso da matemática e de língua Portuguesa como os manuais e a escola tradicional pede, mas acontece. Abrace a todos, Sergio – o maluco, a Aninha que sempre foi bacana e atenciosa comigo. Indo a sampa quero vê-lo.
A.S.M

3-Paulo,
Agora chamo assim, aliás sempre chamávamos por seu nome, você até preferia, que bacana ver a matéria no seu blog, deixou-me com lagrimas de recordação. Jamais esquecerei a Hermilo, foi um marco em minha vida. Estudei com bolsa. As oficinas de brinquedos me ensinaram muito e repasso hoje em minha tarefa docente. Fui aluna ainda na Conde da Boa Vista depois passei para o Espinheiro. A metodologia em Ciências Sociais foi sensacional tornamo-nos seres críticos especialmente na atualidade que tanto nos massacra. Fico feliz de seu projeto de escrever sobre a escola. O pé e jambo será inesquecível. Abrace a Nanci, a Gardel, caso os vejam, ah! e Aninha ,Sueli. Meu abraço enorme.
A.N S

ARQUIBO  CEHBH



Em tempos tão difíceis, como os de agora, relembrar a Escola, sua história, seus passos é ver luz nos túneis da vida, é transformar jambo vermelho –fruta boa, gorda para a cabeça dos sujeito/alunos, é fazer política, como toda educação o faz, é fazermos, como assim fizemos, o poema da educação, dizer em coletivo partilhar lutar, buscar a verdade.!!!
Breve estaremos lançando uma pequena obra com sua história seus antecedentes e depoimentos.

Precisamos de mais escolas como estas ou acima dela, pois estamos em outro tempo, e para não regredirmos e cantarmos juntos a redenção dos povos de mãos dadas pelo saber, busca da verdade e da emancipação do homem como o melhor canto que poderemos ter – o homem e sua verdade o homem e sua emancipação e não o homem oprimido subserviente ao capital que destrói a poesia de ser.


--> Se nos proíbem, vamos às praças, ruas, estradas, mas cantaremos a verdade e o saber que nos faz libertos da opressão e nossos músculos serão ágeis e fortes para embates se assim for preciso!

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A Arma de Elton L. L.de Souza-Pensar e metaforizar

ELTON L.L DE SOUZA
"(...) antes de aprender a escrever , há que aprender a ler.A escrita não é  senão a objetivação do texto ja presente  e múltipla  que cada um leva no espirito. Augusto Roa Bastos 


Elton como sempre nos concede algumas reflexões-via Facebook, que mesmo breve, nos indica um caminho ou caminhos a pensar. A violência  nos dias atuais tornou-se banal, enquanto a leitura ,o pensar mais fundo ainda estão longe de nossa rotina cotidiana.Comer a palavra, digeri-la, é criar memória e ação.Parodiando Roa bastos, a memória é o estômago da alma, aliás uma outra forma que Santo Agostinho falou.O livro em si é um  objeto como outro qualquer, mas sua leitura, releitura ( de bons autores que nos  ajude a pensar  - homem e  vida ) é crucial para  viver  e agir  e nos entendermos. O livro-lido, é  uma faca que pode cortar a ignorância  e avantajar as pupilas - os alvos.O livro e seu sumo são como bolsas que nos mantém em estado de sentido e questionamento. Vamos a  sua alegoria interessante. Paulo Vasconcelos



Tempos atrás um amigo muito próximo me procurou reservadamente e me disse: “Amigo, queria que você guardasse uma coisa para mim. Ando tão indignado com as injustiças e vilezas que acontecem ao meu lado, e também muito deprimido pelo efeito dessas coisas dentro de mim , que tenho medo de usar isso contra alguém ou contra mim mesmo ”. Ele enfiou a mão na pasta que carregava e tirou de lá uma arma, um 38. Por amizade pessoal a ele e “amizade política aos outros” ( chamada por Espinosa de “virtude da sociabilidade”, base da democracia), resolvi atender ao pedido do angustiado amigo e guardei a arma em minha casa. 
Apesar de a ter guardado em um lugar bem escondido, era estranho para mim ter aquilo em casa. O direito à propriedade deixa de ser um direito quando aquilo que se tem põe em risco a vida dos outros ou a vida própria ( quando o proprietário de tal coisa perde a capacidade de ser dono de si mesmo). Movido por essa ideia, passei a considerar que aquela arma não era mais propriedade privada do meu amigo e resolvi levá-la à delegacia para entregá-la ( àquela época havia um programa nacional de desarmamento) .
 Após receber e destruir a arma, o policial me informou que eu teria direito a receber 100 reais , pois o governo pagava pela devolução. Recusei o pagamento por tal ato, o policial me olhou sem entender. Desconfiado, e vendo que minha mochila ainda estava volumosa, ele perguntou se eu possuía ainda mais alguma arma. “Sim”, respondi. Enfiei a mão dentro da mochila e retirei dela vários livros: “Esta é a única arma em que acredito: a educação”.
“Quando queremos lutar contra as monstruosidades que existem no mundo, devemos tomar o máximo cuidado para que nós mesmos não nos tornemos monstros.” (Nietzsche)

sábado, 12 de janeiro de 2019

Carta aberta ao nosso novo chanceler, Ernesto Araújo -Capturas do Face



Profa.Dra.Mara Telles -UFMG, como sempre nos adianta coisas, fatos textos interessantes.Por vezes brinca, ironiza, mas desta vez ela apenas entregou texto, leiam .Paulo Vasconcelos

















Benjamin Moser é um escritor norte-americano que fez as biografias de Susan Sontag e da nossa Clarice Lispector. Ele escreveu uma carta aberta ao nosso novo chanceler, Ernesto Araújo. Tenho muitas palavras para definir os significados dessa carta, mas não vou usá-las. É melhor que cada qual leia e tire sua conlusão.





"Prezado ministro,
Há pouco mais de dois anos, o ministério que o senhor hoje encabeça me outorgou o Prêmio Itamaraty de Diplomacia Cultural. Foi um reconhecimento do meu trabalho e trouxe consigo uma obrigação de continuar trabalhando em prol do Brasil —de ser algo como um amigo oficial do Brasil. E é nesta capacidade que lhe escrevo.
Recentemente, o senhor publicou uma matéria no meu idioma, o inglês, e no meu país, os Estados Unidos (“Bolsonaro was not elected to take Brazil as he found it”, ou “Bolsonaro não foi eleito para deixar o Brasil como o encontrou”, na Bloomberg, em 7/1). Se respondo em português, é por dois motivos.
Primeiro, porque sua matéria ilustra muito bem que saber a gramática ou o vocabulário de outra língua não implica compreender suas sutilezas: como soa. Se tivesse maior noção do meu idioma, seria de esperar que não houvesse publicado uma coisa que —digo francamente— expõe o Brasil ao ridículo.
E essa é a segunda razão pela qual lhe respondo em português. Apesar de não ser de nacionalidade brasileira, o Brasil não me é de maneira nenhuma alheio. Desagrada-me profundamente vê-lo alvo de risadas internacionais. Gostaria, pois, que esta conversa ficasse entre nós —em português.
Em inglês, a sua vinculação da política externa com Ludwig Wittgenstein soa bizarra. Suspeito que não seja sua intenção —que é, se estou lendo bem, de deslumbrar o leitor com frases como “desconstrução pós-moderna avant la lettre do sujeito humano e negação da realidade do pensamento”.
Sabe aquele estudante de pós-graduação que encurrala a menina na festa falando de Derrida ou Baudrillard?
Pois é.
Aliás, em inglês, proclamar “não gosto de Wittgenstein” soa pretensioso, arrogante. Sabe aquele homem que, diante de um Picasso, diz que sua filha de quatro anos poderia ter feito melhor?
Pois é.
Mas, além do tom, qual é mesmo seu problema com Wittgenstein? Vejo que não é sequer uma frase inteira, mas uma parte de uma frase: “O mundo tal como o encontramos.”
O senhor lê isso como um pedido —uma ordem, até— de aceitar tudo no mundo tal como é, de não tentar mudar nada, de se comportar como se não tivesse vontade própria. Se acompanho a sua lógica, é assim que o Brasil tem se comportado durante todos os governos, de esquerda como de direita, que precederam o atual.
Para quem conhece a obra de Wittgenstein —assim como para quem tem noções da história diplomática brasileira—, isso pode soar inexato. Mas o senhor pretende romper um padrão que tem impedido o surgimento da verdadeira grandeza do Brasil. O país, segundo o senhor, antes disse: “Eu não acho nada. Eu não tenho ideias. Assim como o sujeito desconstruído de Wittgenstein, eu não tenho um ‘eu’.”
Eu não caracterizaria o trabalho de gerações de diplomatas brasileiros assim. Imagino que, em português, possa soar desdenhoso. Mas estamos falando de como soa em inglês, e, se muito ficou incerto na sua matéria, uma coisa ficou clara: sua vontade de mudar a imagem do Brasil no mundo.
De fato, em poucos meses, essa imagem já mudou bastante. Temo que não seja na direção que o senhor pretende. Pois, em todos os meus anos de brasiliófilo, nunca vi tantas matérias ruins sobre o Brasil surgirem na imprensa europeia e americana. Isso deve ser motivo de preocupação para um chanceler. Porque o Brasil, apesar de seus problemas, sempre desfrutou de um nome positivo no mundo.
O racismo, a homofobia e a saudade da ditadura da nova administração têm sido fartamente comentados na imprensa mundial. Em inglês, o tom dessa cobertura tem sido extremamente negativo. Um chanceler deve poder responder num inglês sereno e compreensível e explicar as razões que levam o novo governo a adotar tal e tal medida.
Quando se dirige a um público internacional, uma coisa a evitar a todo preço é o emprego de termos —“globalistas,” “marxistas,” “anticosmopolitas,” “valores cristãos”— que, em inglês, têm fortes conotações antissemitas.
São extraídos do léxico de conspiração global judaica, e, dada a história deste léxico, pessoas civilizadas, tanto de direita como de esquerda, aprenderam a evitá-lo.
Quando se fala inglês, é preferível, em geral, evitar falar de conspirações. Dá a impressão de ter passado a noite em claro na internet decifrando os segredos das pirâmides. Talvez seja por isso que suas descrições sobre o aquecimento global como trama marxista tenham sido tão amplamente ridicularizadas na imprensa mundial.
Quem, em língua inglesa, quer ser levado a sério evita tais caracterizações. E não é mesmo este o maior desejo do senhor, o de ser levado a sério? É a única coisa que fica clara debaixo da linguagem um tanto acalorada.
A novidade que o senhor anuncia não é outra coisa senão a mais antiga emoção do conservador brasileiro: o ufanismo magoado.
Este é o sentimento de quem quer uma nação que esteja à altura da imagem —muitas vezes exagerada— que tem de si próprio.
Se o senhor imagina que o Brasil não é suficientemente respeitado, seria bom nos brindar com pelo menos um exemplo; na minha experiência, vasta, do Brasil no âmbito internacional, confesso que nunca percebi a falta de respeito.
Mas, mesmo que ela existisse, seria bom lembrar que, em qualquer país, o respeito não se exige. Com paciência e trabalho, se ganha.
Ninguém sabe melhor do que eu os lados positivos que tem o Brasil. Mas, sabemos, brasileiros e estrangeiros, que o Brasil também tem uma cara feia. E é essa cara que seu tom me traz à mente. É o tom daquele patrão que grita “faça que tô mandando!” para a empregada. Asseguro-lhe que não fica mais elegante em tradução inglesa.
Infelizmente, não é apenas uma questão de tom. Desde o primeiro dia, este governo deu a impressão de querer abusar das pessoas mais vulneráveis da sociedade. Todos os jornais do mundo têm noticiado os ataques aos índios e à população LGBT, além da redução do salário mínimo para os trabalhadores mais pobres.
É possível que haja explicações razoáveis para tais medidas, mas confesso que até agora não as vi. De novo, seria mais eficaz explicá-las com calma do que andar pelo mundo proclamando que os brasileiros não são mais “robôs pós-modernos” e que não suportarão mais “a opressão wittgensteiniana da morte-do-sujeito.”
Porque, ironicamente, é seu medo de ver as pessoas zombarem do Brasil que fará… as pessoas zombarem do Brasil. Deve ter visto a ministra Damares gritando que “menino veste azul e menina veste rosa!” e notado como isso repercutiu pelo mundo. As suas declarações também não ajudam a que as pessoas levem o Brasil a sério.
Se há um ponto em que estamos em total acordo é que também não gosto de ver o Brasil ridicularizado. Por isso, lhe encorajo a lembrar em nome de quem está falando. E de escolher com mais tato, em português como em inglês, as suas palavras.
O senhor se descreve, no seu Instagram, como “ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro”. Não é.
É ministro das Relações Exteriores do Brasil.
Seria bom que se comportasse com a dignidade que tal posição exige.
E se, no futuro, tiver uma dúvida de inglês, pode sempre entrar em contato comigo.
Cordialmente,
Benjamin Moser