terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Renúncia de Fidel não deve gerar mudanças em Cuba, dizem especialistas


Ha tempos vindo a preparar sua síada oficial dopoder, e lei-a -se isto entre aspas pois enquanto vida tiver ele estará no poder,Fidel faz o exercício de substituiçaõ sua pelo seu irmão Raul.A bem da verdade vejo isto como um laboratório em vida do comandante para ver as reações internacionais como se sucedem,e ainda mais agora coma transiçaõ Bush
PAulo a c v


Renúncia de Fidel não deve gerar mudanças em Cuba, dizem especialistas
Da Redação
Em São Paulo

Depois de 49 anos no poder, Fidel Castro renunciou nesta terça-feira (19) à presidência de Cuba. O anúncio foi feito em carta publicada no jornal estatal Granma. Para especialistas ouvidos pelo UOL News, a renúncia não deve acarretar grandes mudanças no país, uma vez que, na prática, Fidel já estava afastado do poder desde julho de 2006, quando passou o comando do país ao irmão, Raúl Castro.



Veja entrevista com Laurindo Leal Filho

"Não é um episódio dramático, que implique em grande mudança", disse o sociólogo e professor da USP, Laurindo Leal Filho. Para ele, a doença do presidente permitiu uma transição mais tranqüila. "Talvez uma situação mais abrupta, um eventual falecimento do presidente no poder, criasse situações mais difíceis", falou.

Para Cristina Pecequilo, professora de relações internacionais da Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), a saída oficial de Castro também não deve mudar o relacionamento da ilha com os Estados Unidos. "Sem Fidel no poder, que é uma realidade que já observamos há um tempo, à medida que ele já havia se afastado na prática de suas funções de governo, a relação entre Estados Unidos e Cuba, no curto prazo, não tende a sofrer grandes modificações", explicou.

Veja entrevista com Cristina Pecequilo

Hoje, segundo Cristina, Cuba divide-se entre a influência de Hugo Chávez - presidente da Venezuela e um dos líderes do novo movimento socialista -, e do mundo capitalista, representado pelos Estados Unidos. "Cuba continua hoje dividida entre dois mundos, e aí temos que ver qual que vai prevalecer", falou.

Leal Filho acredita, no entanto, que "não há nenhuma possibilidade de uma reversão para o capitalismo". "A revolução cubana está enraizada na sociedade", afirmou.

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